Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 26/08/2016
51% das ações contra planos de saúde em SP são sobre reajustes, diz Procon
Os reajustes promovidos por convênios de saúde nos planos adquiridos por idosos representam 51% das ações movidas contra os convênios médicos em São Paulo. Os dados são de pesquisa feita pelo Procon Paulistano no primeiro semestre deste ano. No total, foram pesquisadas 120 decisões entre janeiro e agosto deste ano.
Segundo o órgão, ligado à prefeitura da capital paulista, o aumento é superior aos limites fixados pela Agência Nacional de Saúde e o reajuste considerado abusivo ocorre quando o cliente do plano de saúde está em idade próxima aos 60 anos. A manobra é para driblar o Estatuto do Idoso, que proíbe a prática.
Outra causa que se repete nos acórdãos analisados são as recusas injustificadas em cobrir certos serviços hospitalares prestados, como, por exemplo, homecare ou tratamento domiciliar. A pesquisa mostra que 25 dos 120 acórdãos analisados (20%) tratam desse tema.
Já em 14 ações foi verificado que outro assunto muito citado é a criação de planos de saúde diferenciados para ativos e inativos. Além destas, 10 processos tratavam de rescisão abusiva de contrato e um era sobre a recusa em aceitar a adesão de consumidor idoso.
“Em 93% dos casos, os consumidores que entraram com um processo contra os planos de saúde tiveram suas demandas atendidas integral ou parcialmente”, destaca o Procon na pesquisa.
Dos 120 acórdãos pesquisados, em 54 os pedidos dos consumidores foram atendidos totalmente, o que corresponde a 45% do total. Em outros 58 acórdãos (48,3%) os resultados foram parcialmente favoráveis, enquanto oito acórdãos foram desfavoráveis (6,6%) ao autor da demanda.
Veja quais são as principais causas da judicialização envolvendo planos de saúde:
Principais réus
A pesquisa do Procon também analisou quais são os planos de saúde mais acionados. O primeiro da lista é a Sul América Seguros e Previdência, que aparece no polo passivo da causa em 50 acórdãos, ou seja, 41,66% das demandas. Em seguida vem a Amil Assistência Médica Internacional, que aprece como ré em 14 ações.
O Grupo Unimed aparece no polo passivo de 11 acórdãos (9,16% do total). Desses 11 processos, sete foram dirigidos à Unimed Paulista (em liquidação extrajudicial), dois à Unimed Rio e um à Central Nacional do Convênio.
Em relação aos convênios ligados a bancos, a Bradesco Saúde é demandado em 13 acórdãos (10,83% do total); seguida pela Fundação Saúde Itaú (10 acórdãos e 8,33% do total) e pela CASSI, do Banco do Brasil (6 acórdãos e 5% do total).
Veja participação dos planos de saúde nas ações:
Fonte: Conjur
Posts relacionados
Saúde Empresarial, por Redação
Quem nunca pensou na possibilidade ou ouviu falar e ficou com algumas dúvidas sobre fazer um seguro de vida? Com certeza você já deve ter ouvido bastante sobre esse assunto e até ter uma opinião formada. Mas antes de qualquer coisa é necessário entender o que é e como funciona. Nesse texto vamos explicar um pouco melhor para você.
Saúde Empresarial, por Redação
Com uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, o grupo Santa Joana alcançou índice de infecção hospitalar de 0,3%, o que é baixo se comparado à média nacional de 2,8%
Saúde Empresarial, por Redação
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quarta-feira, em Brasília, que o governo será mais rígido em relação às regras para negativa de cobertura por parte dos planos de saúde.
Saúde Empresarial, por Redação
A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que oferece o primeiro tratamento gratuito, no Sistema Único de Saúde, ao paciente com câncer. Ele terá direito ao tratamento no prazo de até 60 dias a partir da data do diagnóstico, ou em prazo menor, conforme a necessidade terapêutica.
Saúde Empresarial, por Redação
Mulheres que ocupam postos de trabalho de baixa hierarquia e sofrem de estresse em seu local de trabalho correm um risco duas vezes maior de sofrer de diabetes do que as que não sofrem pressão profissional, segundo estudo publicado esta semana no Canadá.
Saúde Empresarial, por Redação
Para qualificar a assistência no Hospital Roberto Santos (HGRS), em Salvador (BA), a adoção de protocolos orientadores da conduta na assistência aos pacientes foi tema, nesta quinta-feira (2), do seminário " Protocolos Assistenciais do Hospital Geral Roberto Santos" .
Saúde Empresarial, por Redação
O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a oferecer em dezembro medicamento preventivo para tratamento de crianças com hemofilia grave dos tipos A e B em casa. O medicamento é indicado para quem tem até três anos de idade e tenha sangramento ou hemorragia em articulações do corpo. O remédio já estava disponível no SUS, a novidade é que agora os pais podem levar o medicamento para tratar a criança em casa. As informações são da Agência Brasil.
O tratamento é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A criança toma o medicamento para repor regularmente o fator de coagulação no sangue. Com isso, previne lesões nas articulações e diminui as chances de sangramentos.
Para ter direito ao remédio, a criança precisa ter cadastro em um dos 35 centros de tratamento de hemofilia - a maioria deles vinculados aos hemocentros dos Estados ou municípios. Depois de uma avaliação médica e psicológica, os pais ou responsáveis assinam termo de compromisso sobre o uso do medicamento pela criança em casa.
Deixe seu Comentário: