Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 22/08/2011

Avanços em tomografia transformam o cuidado ao paciente

O sistema avançado de tomografia angiográfica (CTA) da Siemens, que produz imagens mais nítidas e com menor radiação, promete diminuir os riscos associados com o diagnóstico de crianças com complicações coronárias. A constatação foi de um estudo apresentado recentemente na Sixth Annual Scientific Meeting of the Society of Cardiovascular Computed Tomography (SCCT) em Denver.
 
Cada vez mais, estes sistemas são ligados à tecnologia de informação em saúde, tais como os registros médicos eletrônicos (EMRs), que ajudam os médicos a acessarem rapidamente informações do paciente.
 
Tradicionalmente, pacientes pediátricos que precisam de imagens das artérias coronárias têm que ser submetidos a um procedimento invasivo de cateterismo cardíaco, que vêm com vários riscos.
 
“Nosso objetivo é minimizar os riscos paras os pacientes, e os riscos de um cateterismo cardíaco são muitos – há o risco do procedimento invasivo, da radiação e da anestesia. Quando se enfrenta um problema, é necessário analisar os riscos para conseguir a informação e posteriormente chegar a uma decisão clínica”, afirmou a cardiologista pediátrica B. Kelly Han, do Minneapolis Heart Institute at Abbott Northwestern Hospital.
 
Para descobrir quão efetivas são essas novas máquinas de CTA, Han e seus colegas reviram 76 CTAs coronários realizados em pacientes pediátricos de 3 dias até 18 anos de idade, de junho de 2007 até fevereiro de 2011.
 
Os exames realizados em pacientes pediátricos com patologia coronária, como anomalia, estenose e aneurismas, foram realizados utilizando uma primeira geração de escâner dual-core (Somatom Definition) e com a segunda geração do escâner (Somatom Definition Flash), da Siemens Healthcare.
 
Essas imagens podem ser conectadas ao EMRs ou armazenadas no sistema PACS (Picture Archiving and Communication System). De acordo com o vice-presidente e diretor médico da Siemens Healthcare, Dr. Donald Rucker , o aumento da conectividade dos sistemas dos hospitais tornam essas imagens disponíveis rapidamente para os médicos.
 
Rucker, que também pratica medicina de emergência na University of Pennsylvania Presbyterian Medical Center, afirmou que os avanços com os exames CTA transformaram a maneira que os hospitais atendem seus pacientes.
 
“Por exemplo, se uma pessoa chega com dor no peito, nós tipicamente pedimos a internação e depois marcamos vários testes ou estudos nucleares, ou até mesmo cateterismo cardíaco. Agora, no departamento de emergência podemos pedir um desses angiogramas e basicamente saber se a pessoa tem artérias bloqueadas e deve ser admitida”, explicou Rucker.
 
No caso do estudo de Han, os pesquisadores examinaram o controle da frequência cardíaca com beta bloqueadores e a dose de radiação com modos variados de varredura, com o objetivo de comparar a qualidade da imagem e a dose da radiação.
 
Os pesquisadores compararam a idade, a qualidade da frequência cardíaca, a área da superfície corporal, as estimativas de dose de radiação e de imagem entre três grupos de controle. No geral, 17 pacientes foram submetidos a intervenções cirúrgicas subsequentemente e foram feitas descobertas correlacionadas com o CTA coronário em todos os casos.
 
Os resultados do estudo mostraram que o modo mais recente diminui a dose de radiação de quatro a sete vezes, sem perder a precisão do diagnóstico ou a qualidade da imagem.
 
“Esta tecnologia vai mudar drasticamente a nossa profissão. O risco geral de um paciente com doença cardíaca será ainda menor”, disse Han.
 
Ela também observou que há uma preferência no uso do novo modo de escâner flash, porque as doses de radiação são menores. Os médicos também se beneficiam com a nitidez das imagens, tendo uma visão tridimensional do coração com uma resolução muito alta, que é um fator importante tanto para ver o coração de adultos quanto o de crianças.
 
Han finalizou: “é possível ver o coração do paciente em qualquer ângulo numa imagem tridimensional, que não é possível ver de nenhuma outra maneira – podemos ver calcificações, placas, artérias coronárias de uma maneira inteiramente nova”.
 
Tradução: Alba Milena, especial para o Saúde Business.
 
Fonte: www.saudeweb.com.br | 22.08.11

Posts relacionados

Saúde Empresarial, por Redação

Mortalidade de idosos cai 9% em 10 anos no Estado de SP

Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo mostra que, em uma década, a mortalidade de paulistas com 60 anos ou mais caiu 9%. Foram 364 mortes para cada 10 mil idosos no Estado em 2010, último dado disponível, contra 400 por 10 mil em 2000.

Saúde Empresarial, por Redação

Medicamentos gratuitos chegam a 10,9 mi de brasileiros

O Saúde Não Tem Preço - marca do Aqui Tem Farmácia Popular - beneficia cada vez mais brasileiros e amplia o acesso ao tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS).

Saúde Empresarial, por Redação

Desenvolvida droga 10 vezes mais potente contra o câncer

Químicos da Universidade de Missouri (EUA) anunciaram a criação de um fármaco contra determinados tipos de câncer que é 10 vezes mais potente do que os melhores remédios disponíveis hoje.

Saúde Empresarial, por Redação

O que esperar do SUS daqui a vinte anos?

Constantemente somos desafiados a enxergar o futuro. Porém ele se encontra na espera de seu dia e por isso não consigamos vê-lo. Mas como ele virá é possível criá-lo. Para tanto temos que desejá-lo.

Saúde Empresarial, por Redação

Novo remédio contra tipo grave de câncer de pele é aprovado no Brasil

Um novo tratamento contra o melanoma, tipo de tumor que se forma na pele, foi aprovado no final do ano passado e agora está disponível para os pacientes brasileiros.

Deixe seu Comentário:

=