Publicado por Redação em Notícias Gerais - 20/01/2014

Bancos reforçam arsenal na batalha contra o dinheiro

Pagar a diarista com dinheiro de plástico, tendo ela conta em banco ou não. Transferir para um amigo a sua parte na conta do restaurante, com a facilidade que se conversa no WhatsApp, o sistema de mensagem instantânea presente em smartphones. Acertar aquele café preto e pão na chapa pagando no cartão, sem nem precisar abrir a carteira. Apostar na Mega Sena – e torcer para um 2014 com vida nova – sequer pisando na lotérica, direto pelo celular.
 
A lista de projetos dos maiores bancos brasileiros para transformar a relação com o dinheiro nosso de cada dia ganha novas adições a cada ano. A Caixa Econômica Federal prepara uma carteira eletrônica onde passará a depositar benefícios sociais que distribui, como o Bolsa Família. O Banco do Brasil lançou recentemente um cartão pré-pago para diminuir o volume de saques em caixas eletrônicos. O Itaú Unibanco criou um aplicativo que permite transferências instantâneas entre correntistas. E o Bradesco aposta firme em cartões que fazem compras por aproximação e na parceria com a operadora de telefonia Claro.
 
Não é de hoje que as instituições financeiras testam novas tecnologias e modelos de negócios em pagamentos digitais, na tentativa de diminuir o uso do papel moeda – junto com o custo que isso lhes traz – e aumentar a comodidade aos correntistas. Só que em 2014 esses experimentos tendem a ganhar uma nova dimensão, uma vez que o Banco Central lançou, no fim do ano passado, as primeiras bases regulatórias para pagamentos digitais no Brasil.
 
“Acredito que 2014 vai ser um ano em que os bancos vão acelerar muito o lançamento de novas soluções de pagamento, depois da regulação”, diz Mário Neto, diretor executivo de cartões da Caixa. “Não vai haver uma solução única lançada por todos os bancos. Vamos trabalhar em projetos paralelos e complementares”, afirma.
 
O banco público lança, nos próximos meses, uma carteira eletrônica no celular, que pode substituir o cartão físico para quem recebe benefícios pela instituição (como o Bolsa Família). “A carteira digital vai servir até para pagar a ‘fezinha’ da lotérica”, diz. A instituição também tem projeto conjunto com a operadora de telefonia TIM.


Por: Felipe Marques


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