Publicado por Redação em Notícias Gerais - 03/03/2015

BC começa reunião para definir juros; analistas esperam alta para 12,75%

O Comitê de Política Monetária do Banco Central começa nesta terça-feira (3) uma reunião de dois dias para definição da Selic, a taxa básica de juros. O resultado será conhecido na quarta-feira (4).

Analistas consultados para o Boletim Focus, divulgado na véspera, esperam um aumento de 0,5 ponto percentual, fazendo com que a taxa passe dos atuais 12,25% para 12,75%.

Até o fim do ano, a previsão é que o BC vá subindo os juros até a Selic chegar a 13% ao ano.

Na última reunião, realizada em janeiro, o Banco Central tinha subido a taxa em 0,5 ponto percentual, de 11,75% para 12,25%.

A Selic é uma taxa de referência para o mercado e remunera investimentos com títulos públicos, por exemplo. Não representa os juros cobrados dos consumidores, que são muito mais altos.
Entenda como os juros são usados para controlar a inflação

Uma economia aquecida em geral é bom para todos: há mais vendas para os empresários e mais empregos para os trabalhadores.

No entanto, se há muita procura de produtos, eles podem ficar escassos e passarem a custar mais caro, causando inflação.

O Brasil possui um sistema de metas para inflação que foi instituído em junho de 1999 pelo Banco Central (BC). O indicador considerado é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Para manter o nível de inflação esperado, o governo faz uso da política monetária, por meio da taxa básica de juros, a Selic.

Assim, caso o BC observe que a inflação corre o risco de superar a meta, a tendência é elevar os juros.

A taxa de juros foi o instrumento escolhido pelo governo, pois ela determina o nível de consumo do país, já que a taxa Selic é utilizada nas transações bancárias e, portanto, influencia os juros de todas as operações na economia.

A Selic é utilizada pelos bancos como um parâmetro. A partir dela, as instituições financeiras definem quanto vão cobrar por empréstimos às pessoas e às empresas.

Caso os juros do país estejam altos, o consumidor tende a comprar menos, porque a prestação de seu financiamento vai ser mais alta. Isso reflete na queda da inflação.

Segundo a lei da oferta e da procura, quanto maior a demanda por um determinado produto, mais elevado é o seu preço.

Do contrário, se uma mercadoria ou serviço não forem tão procurados, o preço tende a cair para atrair mais compradores.

Fonte: UOL


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Governo consegue reduzir capital especulativo, dizem economistas

O objetivo do governo de reduzir a entrada de capital externo no Brasil está sendo alcançado, como mostram os dados do Banco Central, que apontam queda de 40% nas compras de ações e títulos de renda fixa na bolsa de valores.

Notícias Gerais, por Redação

G20 confirmará empréstimo ao FMI apesar de atraso em reforma

Os líderes das principais economias do mundo estão prontas para confirmar que farão novos empréstimos ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para combater a crise, apesar de algumas nações emergentes estarem frustradas com o ritmo lento de conquista de mais poder no credor global.

Notícias Gerais, por Redação

BC: mercado espera inflação acima do centro da meta em 2013

O mercado espera aumento da inflação para 2013, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira no boletim Focus, que contém as previsões do setor para os indicadores macroeconômicos brasileiros.

Notícias Gerais, por Redação

Hormônio cerebral é testado para tratar pessoa com autismo

A ocitocina, hormônio produzido no cérebro e ligado a funções corporais, como o parto e a produção de leite em mulheres, e a relações sociais, como a ligação entre pais e filhos, pode virar tratamento contra autismo.

Notícias Gerais, por Redação

Greve dos bancários entra no segundo dia; veja o que fazer

A greve dos bancários segue hoje sem perspectiva à vista de acordo entre patrões e empregados.

Deixe seu Comentário:

=