Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 18/03/2013

Brasil vai produzir remédio contra mal de Parkinson

Medicamento dicloridrato de pramipexol atualmente precisa ser importado do laboratório alemão Boehringer Ingelheim. Prazo para início da produção é de três anos

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai começar a produzir, daqui a três anos, o medicamento dicloridrato de pramipexol, usado no tratamento do mal de Parkinson. O remédio, distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), precisa atualmente ser importado do laboratório alemão Boehringer Ingelheim, pelo Brasil.

A produção do medicamento no país será possível por meio de uma parceria de Farmanguinhos com a empresa da Alemanha, que transferirá tecnologia para o laboratório público brasileiro. A parceria ainda vai contar com o auxílio de um laboratório privado do Brasil, que será responsável por produzir o insumo ativo, ou seja, a matéria-prima do remédio.

Farmanguinhos ficará responsável pela transformação do princípio ativo em comprimidos. Daqui a três anos, o Brasil produzirá metade da demanda do medicamento. Em 2018, Farmanguinhos e o laboratório privado poderão atender integralmente a demanda do SUS, não sendo mais necessário importar o remédio.

Segundo o diretor de Farmanguinhos, Hayne Felipe da Silva, em cinco anos, a parceria permitirá uma economia de R$ 90 milhões ao SUS. “No futuro, com a redução do custo, o Ministério [da Saúde] poderá ampliar o acesso [da população a medicamentos], aumentando a oferta desse próprio medicamento ou utilizando o recurso economizado para incluir novos medicamentos na lista e ofertá-los à população”, disse.

De acordo com Farmanguinhos, cerca de 20 mil pacientes são tratados com o dicloridrato de pramipexol, mas estima-se que 200 mil pessoas sofram de Parkinson no país. “Hoje há uma oferta por meio das secretarias estaduais. Provavelmente, pela limitação de recursos dos estados, devemos ter uma demanda não atendida nesse momento. Na medida em que isso se torna um produto mais barato e mais econômico, pode-se ampliar a oferta para os que não estão sendo atendidos hoje.”

Além da economia, a produção nacional do medicamento também é importante, segundo Hayne, para fortalecer a indústria farmacêutica nacional, que hoje importa 80% dos insumos ativos usados em seus medicamentos, e reduzir a dependência do Brasil em relação à importação desses produtos.

Fonte: saudeweb.com.br


Posts relacionados

Saúde Empresarial, por Redação

Hospital do Açúcar abre 40 novos leitos para o SUS

Para cumprir o convênio firmado com o Ministério da Saúde, o Hospital do Açúcar vai entregar na próxima sexta-feira (25), 26 novos leitos para atender os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em Alagoas.

Saúde Empresarial, por Redação

Conheça dez maneiras de prevenir o diabetes tipo 2

A taxa de diabéticos nas capitais brasileiras em 2011 foi de 5,6% da população, ficando em 5,2% entre os homens e 6% entre as mulheres, segundo dados da pesquisa Vigitel 2011 divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde.

Saúde Empresarial, por Redação

Campanha de vacinação contra o sarampo acaba esta semana

A campanha de vacinação contra o sarampo termina na próxima sexta-feira (30). Crianças de 1 a 7 anos devem ser levadas aos postos de saúde para fazer a imunização. Quem já foi vacinado pode receber a dose novamente.

Saúde Empresarial, por Redação

Veja os estados que deixaram de investir R$2 bi na saúde

Em 2009, dez Estados não investiram o mínimo de 12% de suas receitas no sistema de saúde. O percentual mínimo é determinado pela Emenda 29, e se aplica à União, aos Estados e aos municípios

Deixe seu Comentário:

=