Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 07/07/2011

Cobre reduz 40,4% do risco de contrair infecção hospitalar

O primeiro teste abrangente, realizado em instituições dos Estados Unidos demonstra que o uso de superfícies de cobre antimicrobiano em salas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) resulta na redução de 40,4% do risco de se adquirir uma infecção hospitalar.
 
Os resultados iniciais foram apresentados na Primeira Conferência Internacional sobre Controle de Prevenção e Infecção da Organização Mundial de Saúde (ICPIC – sigla em inglês), realizada entre os dias 29 de junho e 02 de julho, em Genebra, Suíça.
 
O estudo financiado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos foi projetado para determinar a eficácia do cobre antimicrobiano na redução do nível de patógenos em quartos de hospital e se essa redução poderia resultar em uma menor taxa de infecção.
 
Pesquisadores dos três hospitais envolvidos no estudo – Centro do Câncer Memorial Sloan Kettering em Nova York, Centro Médico da Universidade da Carolina do Sul e Centro Médico Ralph H. Johnson VA, os dois últimos em Charleston, Carolina do Sul – substituíram as superfícies de contato comuns, como barras de cama, bandejas de cama, botões de chamada, porta soros entre outros, por cobre antimicrobiano.
 
Quartos com superfícies de cobre registraram uma redução de 97% em patógenos, o mesmo nível alcançado pela limpeza padrão (protocolo adotado em hospitais logo após a alta de cada paciente).
 
Doutor Michael Schmidt, professor e vice-presidente de Microbiologia e Imunologia do Centro Médico da Universidade da Carolina do Sul foi o responsável pela apresentação dos resultados no Congresso:
 
Segundo ele, as bactérias presentes nas superfícies de salas de UTI são provavelmente responsáveis por 35% a 80% das infecções de pacientes, demonstrando quão crítico é manter os hospitais limpos e livres de germes.
 
Os objetos de cobre utilizados nos ensaios clínicos como suplemento aos protocolos de higiene, reduzem os níveis de micróbios e resultam em uma significativa diminuição estatística do número de infecções contraídas por pacientes tratados nestas salas.
 
Nas instituições de saúde em todo o mundo, 7 milhões de infecções ocorrem por ano. Além disso, estas infecções custam cerca de US$ 80 bilhões mundialmente, de acordo com a OMSi.
 
Testes realizados em laboratórios independentes têm demonstrado que, quando limpos regularmente, produtos com cobre antimicrobiano eliminam mais de 99,9% dos microorganismos. Isto inclui bactérias letais resistentes a antibióticos como MRSA, VRE e outras que podem causar infecções fatais como Clostridium difficile.
 
O cobre antimicrobiano tem sido testado de forma efetiva contra vírus como o Influenza A e fungos. As ligas do metal são a única família de materiais sólidos já registrada pela Agencia de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) como capaz de eliminar doenças causadas por microorganismos.
 
Fonte: www.saudeweb.com.br | 07.07.11

Posts relacionados

Saúde Empresarial, por Redação

Governo vai criar 35 mil vagas para médicos no SUS

Meta para 2015 prevê crescimento do número de acordo com as verbas na área aplicadas pelos estados e municípios para ampliar a rede de atendimento

Saúde Empresarial, por Redação

Ômega-3 ajuda a proteger o cérebro

Um estudo da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon, nos Estados Unidos constatou que o cérebro precisa de nutrientes certos para ter preservada a sua saúde.

Saúde Empresarial, por Redação

Planos de saúde terão prazo para agendar consulta a partir de hoje

A partir desta segunda-feira (19), as operadoras de planos de saúde deverão garantir aos consumidores a marcação de consultas, exames e cirurgias nos prazos máximos definidos pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

Deixe seu Comentário:

=