Publicado por Redação em Notícias Gerais - 10/07/2013
Comércio prevê alta dos juros e reduz previsão de crescimento
O crescimento das vendas do comércio no segundo semestre de 2013 deverá ficar abaixo do esperado pelo setor, que previa um aumento de 6,15% em relação ao ano passado. A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) reduziu a previsão, nesta quarta-feira, para 5%, mas admite uma queda maior para 4,5%, dependendo da elevação da taxa de juros que deverá ser anunciada nesta quarta-feira pelo Banco Central (BC).
Esses percentuais foram revelados pelo presidente da CNDL, Roque Pelizzaro Junior, ao fazer um balanço sobre os dados de junho do indicador mensal do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Segundo ele, as informações do SPC Brasil revelam uma "leve variação" positiva de 0,67% nas vendas, caracterizada pelo estudo apresentado como uma desaceleração pelo terceiro mês consecutivo e, que na comparação com o mesmo mês de 2012, é o menor crescimento anual já registrado desde janeiro do ano passado.
Os números de junho, de acordo com Pelizzaro, mostram uma estagnação do ritmo do comércio, provocados por inflação alta, dólar mais caro, juros mais altos, baixa produção industrial, as expectativas frustradas de vendas durante a Copa das Confederações aliadas as manifestações populares que ocorreram no País durante os jogos. Para o dirigente da confederação, "no melhor dos cenário", o setor trabalha "com uma inflação que deve fechar o ano no intervalo da tolerância da meta e que, ainda assim, continua sendo muito alta". Ele acrescentou que a desaceleração nas vendas é atenuada pelo aumento da renda real e o baixo índice de desemprego.
Diante desse quadro, Pelizzaro disse que o possível aumento da taxa de juros servirá para complicar a situação e "o remédio pode matar o doente". Por isso, ele recomendou moderação, pelo Banco Central, e que a instituição leve em consideração que "a demanda interna chegou a um nível de paralisia".
Pelizzaro disse que encaminhou ao Ministério do Esporte e à Secretária Nacional do Comércio (SNC), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a avaliação feita pela confederação dos prejuízos do setor com a competição. Ele ressaltou que é preciso adotar medidas para evitar o mesmo desempenho do comércio durante a Copa do Mundo de 2014.
Na comparação com maio, a retração nas vendas em junho foi de 3,74%, em consequência dos problemas ocorridos durante os jogos. Pelizzaro destacou que as causas do fraco desempenho do setor, durante o evento, foram, por exemplo, os feriados decretados nas cidades-sede do torneio; trabalhadores dispensados pelas empresas no fim da tarde: e as partidas realizadas no sábado, um dos dias que mais movimentam o mercado varejista.
Fonte: Terra
Posts relacionados
Médicos fazem protestos e paralisações hoje (30) e amanhã (31)
Médicos de pelo menos 20 Estados prometem fazer protestos e paralisações nesta terça-feira (30) e quarta (31) contra o Programa Mais Médicos e os vetos à lei que regulamenta o exercício da medicina, o chamado Ato Médico.
GT que definirá funcionamento da Funpresp deve ter primeira reunião esta semana
O grupo de trabalho que vai definir o funcionamento da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp) deve começar a se reunir esta semana.
Bovespa opera em leve alta em dia de pessimismo global
A Bolsa de Valores tem leve alta nesta sexta-feira em mais um dia de aversão ao risco nos mercados.
Chefe do FMI considera apropriados os recursos da instituição
Os recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI) são "apropriados", declarou nesta segunda-feira a diretora-gerente da instituição, Christine Lagarde.
Pane em subestação de Furnas deixa parte de Brasília sem luz
Uma pane nas linhas de transmissão da Subestação Brasília Sul que alimentam a Subestação Brasília Geral, ambas do Sistema Furnas, provocou a interrupção do fornecimento de energia em parte da capital federal na manhã desta segunda-feira.
Economia mundial entrou em nova fase perigosa, diz diretora do FMI
Em seu primeiro grande pronunciamento em Washington desde que assumiu o comando do FMI (Fundo Monetário Internacional), em julho deste ano, a francesa Christine Lagarde disse nesta quinta-feira que a economia mundial entrou em uma nova fase "perigosa".







