Publicado por Redação em Dental - 30/08/2016

Conscientização sobre a importância da saúde bucal deve começar na infância

Beijar pode transmitir doenças como a Hepatite A, mas também ajuda queimar calorias e pode até evitar rugas

São muitos os hábitos e valores adquiridos na infância que são levados para a vida adulta. O cuidado com a saúde bucal é um deles. Com uma boa introdução do tema na rotina familiar, os pais podem prevenir diversas complicações e participar ativamente dessa etapa do desenvolvimento da criança.

O zelo com a saúde bucal começa antes mesmo da erupção dos primeiros dentes, ainda no período de amamentação. O movimento de sucção ajuda no desenvolvimento das estruturas bucais do bebê, o que fortalece o tônus facial e previne problemas de oclusão dentária. Após a amamentação ou depois do uso da mamadeira, a higiene é fundamental: os pais devem limpar a gengiva do bebê com um pano embebido em soro fisiológico ou água limpa.

A escovação deve ser iniciada a partir do nascimento do primeiro dente, com uma escova de dentes infantil de cerdas bem macias e pasta de dente sem flúor. Em média, os pais devem auxiliar na escovação até a criança completar oito anos de idade, quando a maioria já consegue executar sozinha essa tarefa.

Mesmo que não sejam permanentes, os dentes de leite merecem muita atenção porque desempenham funções fundamentais no crescimento infantil, como auxiliar na fala e na mastigação de alimentos. Por isso, é essencial que os pais acompanhem a erupção da dentição juntamente com um profissional de odontologia.

De acordo com a recomendação da Associação Brasileira de Odontopediatria (ABO), a primeira visita ao dentista deve ocorrer perto do primeiro aniversário. No consultório, o dentista poderá esclarecer sobre a escolha da escova correta para cada faixa etária, como deve ser feita a escovação e observar o desenvolvimento dos dentes. O acompanhamento possibilita ainda diagnósticos precoces para diversas situações, como a necessidade de utilização de aparelho ortodôntico, por exemplo.

Outro fator que deve ser considerado quando o assunto é a saúde bucal infantil é a alimentação. Os pais devem coibir o consumo excessivo de açúcar, hábito que, quando aliado a uma higiene bucal deficiente, pode propiciar o surgimento de cáries, periodontite (inflamação severa da gengiva) e, em casos mais graves, até perda de dentes.

Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu recomendação sobre a redução da ingestão de açúcar por crianças e adultos e um dos motivos para isso é a comprovada ligação desse hábito à cárie dentária. A diretriz atual é de que o consumo não ultrapasse 10% do total de calorias ingeridas diariamente, mas a entidade ressalta que o ideal para a saúde é que o consumo diário de açúcar fique reduzido a 5% das calorias ingeridas (ou cerca de 25 g de açúcar por dia). Eventualmente, um nutricionista pode ser consultado para ajudar os pais a estabelecerem uma dieta adequada.

Mais do que um hábito, a escovação e o uso de fio dental podem se tornar momentos compartilhados e divertidos em família. O diálogo sobre saúde desde a infância cria um ciclo que provavelmente a criança levará para a vida adulta e repetirá com os seus filhos, além de ser mais uma demonstração de carinho e cuidado com os pequenos.

Andrea Figueiredo é dentista e superintendente executiva da SulAmérica Odonto.

Fonte: Portal Segs


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