Publicado por Redação em Notícias Gerais - 14/04/2011

Cosméticos entram com tudo na cesta básica das classes C e D

Gastar com cosméticos deixou de ser supérfluo para as classes C, D e E. Passou a ser visto como um investimento em qualidade de vida e bem-estar.

Dados de pesquisa feita pelo instituto Data Popular com 5.000 pessoas, no último trimestre de 2010, mostram que, juntas, as chamadas "classes emergentes" são maioria no mercado da beleza, que já foi para poucos.

Nos últimos sete anos, por exemplo, a venda de esmaltes para a classe C passou de 40% para 53% do total.

É claro: a própria classe média brasileira aumentou. Segundo Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto, hoje, de cada 100 brasileiros, 56 são da classe C.

Ocupar espaço no mercado da vaidade, portanto, era uma consequência mais do que esperada.

"Além da melhora econômica, podemos dizer que a autoestima dessas pessoas melhorou. Elas estão trabalhando mais, circulando em outros ambientes."

Entre 2002 e 2009, aumentou em 4,3 vezes o número de mulheres da classe C que trabalham.

Para Paulo Roberto Al Assal, diretor-geral da Voltage, agência de tendências de mercado, o acesso aos cosméticos aconteceu como o acesso a outros mercados.

"As pessoas estão consumindo vários outros produtos que não consumiam, inclusive os de beleza."

Não houve, para ele, um "aumento da vaidade", só mais dinheiro no bolso.

"Essas pessoas sempre foram vaidosas e quiseram se cuidar. Só estão se dando direito a mais luxos."

LUXO A BAIXO CUSTO

Ao mesmo tempo que aumentou o poder aquisitivo da classe média, começaram a surgir produtos mais acessíveis e de boa qualidade.

É o luxo com bom custo-benefício, um terceiro caminho entre os produtos inacessíveis e os populares. Na opinião de Al Assal, essa é uma tendência mundial.

"Estão sendo criados produtos de qualidade e mais baratos, desde roupas até cremes e maquiagens."

A diversificação do mercado também passou a atender algumas demandas desses novos compradores.

VENDA DO BEM-ESTAR

Segundo o sociólogo Dario Caldas, do birô de tendências Observatório de Sinais, outros motivos ajudam a entender a participação de outras camadas sociais no mercado de cosméticos no Brasil.

Entre eles, por exemplo, a própria cultura de culto ao corpo. "A relação do brasileiro com a estética e com a higiene é muito antiga. Esse fenômeno da classe C é só a cereja do bolo, mais um combustível para esse aumento."

Hoje, o Brasil já tem o segundo mercado de produtos de beleza do mundo, perde só dos Estados Unidos.

Segundo Caldas, isso pode, sim, ter relação com aumento da vaidade e fortalecimento do individualismo.

"Vivemos cada vez mais em uma cultura individualista. A vaidade está sentada nesse trono. Produtos que valorizam a autonomia individual e o bem-estar passaram a ser importantes em todos os aspectos."

Fonte: www1.folha.uol.com.br | 14.04.11


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Pela primeira vez, novos casos de aids têm queda, afirma ONU

Novas infecções diminuíram 33% entre 2001 e 2012; ação de combate global se inspirou no Brasil

Notícias Gerais, por Redação

Dólar cai quase 1% e Bolsa sobe 1,72% em agosto

Menor dependência dos resultados financeiros deverá auxiliar o grupo na reação aos impactos da queda da taxa de juros

Notícias Gerais, por Redação

Grupo segurador Banco do Brasil e Mapfre: Pronto para operar com microsseguros

Revisão de portfólio e experiência com correspondentes bancários colocam a companhia na liderança dos seguros para as classes populares

Notícias Gerais, por Redação

Profissionais são a favor das redes sociais no trabalho; mas reconhecem impacto

Twitter, LinkedIn, Flickr, FourSquare, Facebook. Já não há mais como negar que as redes sociais vieram para ficar em nossas vidas. A grande polêmica sobre o assunto, porém, é até que ponto essas mídias, para o uso pessoal, são aceitas no ambiente profissional.

Notícias Gerais, por Redação

Indústria brasileira terá desempenho aquém do PIB neste ano, diz BNP Paribas

Apesar do bom momento da economia brasileira, a indústria nacional irá mostrar certa recuperação neste ano e terá um desempenho melhor em relação à 2011, avaliou o BNP Paribas durante apresentação de seu relatório econômico trimestral nesta segunda-feira (26).

Deixe seu Comentário:

=