Publicado por Redação em Notícias Gerais - 22/11/2011

Fatia de importados no consumo das indústrias é recorde, aponta CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta terça-feira (22) o estudo Coeficientes de Abertura Comercial, indicando que a participação dos produtos importados no consumo doméstico de bens industriais no país é recorde.

O coeficiente de penetração de importações, medido pela participação dos produtos importados no consumo doméstico, alcançou 21,5% no acumulado dos quatro trimestres até o terceiro trimestre de 2011, com alta de 1,2 ponto percentual em relação a 2010. "É o maior valor da série histórica (iniciada em 1996) e está quase 10 pontos percentuais acima do nível mais baixo, registrado em 2003", revela o estudo.

Mais de um quinto do consumo total de bens industriais é atendido por importados, destaca o estudo. A tendência é de alta do coeficiente desde 2004. Com exceção do ano de 2009, o coeficiente cresceu de 2003 a 2010, passando de 12,1% para 20,3%.

Exportações
No estudo, a CNI destaca também que tem aumentado a importância das exportações para a indústria. Segundo a pesquisa, a tendência observada em 2011 aponta para a retomada do crescimento do coeficiente de exportação, que corresponde à participação das exportações na produção da indústria.

No acumulado de quatro trimestres, encerrados no terceiro trimestre deste ano, o coeficiente alcançou a marca de 17,9%, o que representa um aumento de 0,4 ponto porcentual na comparação com 2010.

De acordo com a confederação, esse aumento é resultado do crescimento "do quantum exportado pela indústria de transformação, associado a uma virtual estabilidade da produção física no período". Na indústria de transformação, o aumento foi de 0,4 ponto porcentual, atingindo 15%. Na indústria extrativa, a alta foi de 0,8 ponto porcentual, chegando a 73,7%.

Segundo o trabalho, o coeficiente de exportação era de apenas 10% em 1996, mas aumentou de forma contínua até 2006, quando chegou a 20,4%. Nos anos seguintes, essa participação recuou, terminando 2010 em 17,5%. De acordo com a CNI, a tendência de 2011 indica reversão da tendência de queda.

Fonte:http://g1.globo.com|22.11.11


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