Publicado por Redação em Notícias Gerais - 26/12/2011

FGV: Brasil estaria entre maiores economias mesmo sem crise

Uma projeção do Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios (CEBR, na sigla em inglês) divulgada nesta segunda-feira, aponta que o Brasil deve superar a Grã-Bretanha e se tornar a sexta maior economia do mundo ao final de 2011. Em entrevista concedida ao Terra nesta segunda-feira, o professor da Escola de Economia de São Paulo (EESP) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Rogério Mori, afirmou que o País atingiria este patamar mesmo sem a crise que atinge a Europa.

"O Brasil chegaria ao patamar atual mesmo sem a crise. Talvez demorasse um pouco mais, cerca de um ou dois anos, mas este é um processo natural. A crise que os países da Europa enfrentam acelerou o processo, mas ,mesmo sem ela, em algum momento o Brasil conseguiria chegar a este patamar", afirmou.

O professor acredita que "é uma tendência que as economias emergentes ganhem destaque entre as principais do mundo". Para Mori, o Brasil pode melhorar ainda mais sua posição nos próximos anos. "O País está forte com um sistema financeiro sólido, democrático, sem endividamento das famílias. Em termos de crescimento, dá para esperar algo entre 4% e 5% nos próximos anos. A tendência é de que o Brasil passe a França (quinta economia do mundo atualmente) em dois ou três anos se manter este ritmo. Chegar à quinta colocação não seria nada surpreendente. Daí para frente (Estados Unidos, China, Alemanha, Japão) a coisa fica um pouco mais complicada".

Mori acredita que a força do real é um dos fatores responsáveis pela evolução da economia brasileira ante outros países. "Como nossa moeda está muito forte, quando ela é convertida em dólar, acaba impulsionando ainda mais nossa economia", disse Mori.

Ministro já estimava o resultado
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, já estimava o crescimento do País. Em entrevista coletiva realizada na última quinta-feira, o ministro afirmou que o Produto Interno Bruto (PIB) do País crescerá entre 3% e 3,5% em 2011 e, com US$ 2,4 trilhões, o Brasil passaria a ter o sexto maior PIB do mundo.

"Poderemos ultrapassar as grandes economias nos próximos anos, principalmente porque a economia brasileira continuará com um ritmo acelerado. Das seis maiores economias do mundo em 2011, o Brasil só perde para a China", disse Mantega.

O professor de economia da FGV acredita que o otimismo do ministro está relacionado, além do crescimento do Brasil, ao momento vivido pelos países europeus. "Se olharmos o desenvolvimento das economias que estão na frente do Brasil nesse momento, vemos que estão crescendo menos. A Inglaterra e a Itália já estavam ficando para trás, então já dava para esperar que a economia brasileira assumisse essas posições", disse.

Fonte:not.economia.terra.com.br|26.12.11


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