Publicado por Redação em Notícias Gerais - 11/05/2011

Governo trabalha para adiar votação do Código Florestal

Enquanto integrantes da bancada ruralista na Câmara dos Deputados anunciavam o acordo para votação do Código Florestal, no Palácio do Planalto, o chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, sinalizava que o dissenso ainda existe e que, por isso, o governo trabalhava para adiar a votação, marcada para hoje. O sinal foi dado na reunião com a ex-senadora Marina Silva (PV-AC).

"Segundo o ministro Palocci, não tendo acordo, eles [integrantes da base do governo] vão trabalhar para que o projeto não entre em votação", disse Marina, ex-ministra do Meio Ambiente no governo Lula, que defendeu o envio de uma proposta de código do governo ao Congresso.

"Nós continuamos insistindo que o melhor é o governo ter um projeto pensando a política florestal brasileira”, afirmou Marina. “Diante desse impasse da falta de consenso para se ter um texto o melhor, [a solução] seria o governo assumir para si a possibilidade de apresentar uma política global. Aí, sim, a gente estaria saindo da lógica de reduzir prejuízos para a acertada visão de ampliar os ganhos. Ganhos para a agricultura familiar, para a agenda do agronegócio consciente e da preservação da floresta, para a mudança do modelo predatório para um modelo sustentável."

Entre os pontos que o governo contesta do relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) estão a questão da consolidação das áreas ocupadas irregularmente até 2008 e a dispensa da recomposição da reserva legal de propriedades de até quatro módulos fiscais.

Marina Silva foi ao Palácio do Planalto com as líderes da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Os movimentos sociais defendem a tipificação penal para novas derrubadas ilegais e são contrários à prerrogativa de os municípios autorizarem desmatamentos.

A ex-ministra ainda criticou a medida que propõe a extinção do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). Segundo Marina, “paradoxalmente” criado no governo militar, com poder de deliberar sobre a política ambiental, seria um contrasenso extingui-lo agora, em pleno regime democrático. As informações são da Agência Brasil.

Fonte: www.investimentosenoticias.com.br | 11.05.11 


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

SP: inflação semanal acelera alta a 0,18% na 2ª prévia de junho

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo, que mede a inflação, subiu 0,18% na segunda semana de junho, ante alta de 0,13% na primeira quadrissemana do mês,

Notícias Gerais, por Redação

Confira 5 dicas para sua empresa ter vida longa

Para o consultor e diretor do Grupo Candinho Assessoria Contábil, Glauco Pinheiro da Cruz, dois fatores foram essenciais para a baixa da mortalidade de empresas. 

Notícias Gerais, por Redação

IPC-S acelera para 0,47% na 2ª quadrissemana de março, diz FGV

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) acelerou a alta para 0,47% na segunda quadrissemana de março, informou a FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta sexta-feira (16).

Notícias Gerais, por Redação

Bovespa retrocede 1,7% com impaciência de investidor

Em um cenário externo adverso, as ações brasileiras se desvalorizaram novamente, desta vez com mais ímpeto na comparação com a modesta queda de ontem.

Notícias Gerais, por Redação

BC vê inflação maior e com 45% de chance de estourar a meta

O Banco Central aumentou a previsão de inflação neste ano de 5,8% para 6,4% e avalia que há 45% de chance de que os preços fiquem acima do limite da meta fixada pelo governo.

Deixe seu Comentário:

=