Publicado por Redação em Vida em Grupo - 01/08/2011
Indenizações das catástrofes podem chegar a US$ 110 bilhões até o final do ano
Com base em estatísticas do Centro Nacional de Furacões, a probabilidade de furacões de grande porte atingir o Atlântico Norte é de 20% e as perdas podem chegar a US$ 110 bilhões, caso um deles toque a terra na costa Sul de Nova Jérsei e siga em direção a Nova Iorque. “Entretanto, esta é uma probabilidade, já que não há como sabermos exatamente em qual local e se o evento irá de fato tocar a terra”, disse John Arpel para uma plateia composta por mais de 70 jornalistas, ontem, dia 27, em São Paulo. Presidente da Allianz Risk Transfer Holanda, Arpel veio ao Brasil para ser palestrante na sexta edição do Fórum Internacional de Seguros para Jornalistas, evento realizado anualmente pela Allianz Seguros.
Rodrigo Belloube, responsável pelas operações de Property da Munich Re Brasil, explica que a intensidade dos furacões aumentou. “ Enquanto que entre 1900 e 1925 a ocorrência era de 1,4 furacão significativo/ano, nos 40 anos seguintes aumentou para 2,6 anualmente e a partir de 1975 subiu para 3,8 furacões no mesmo período de tempo”.
Arpel comenta que o maior temor de uma companhia de seguro é acumular perdas que venham a exaurir o seu capital. “Como regra geral, elas não deveriam ter mais do que 5% de seus ativos expostos a qualquer perda ou evento”. E para que os riscos sejam mitigados, de forma que o mercado de seguros continue a cumprir o seu papel social – proteger as pessoas – cada vez mais tem-se buscado a pulverização dos riscos, entre seguradoras e resseguradoras, como também no mercado financeiro, como, por exemplo, com os chamados Cat Bonds (títulos vinculados a catástrofes).
Segundo Oswaldo Massambini, PhD em Ciências Atmosféricas e assessor da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano da Prefeitura de São Paulo, lembra que o nível de conhecimento na comunidade geofísica evoluiu muito, de forma que o comportamento do planeta está mais compreensível. “Porém, o desafio mundial é ter uma previsão mais assertiva de eventos climáticos. Mas posso afirmar que, a cada dia, estamos mais hábeis nas previsões”.
Angelo Colombo, diretor de Grandes Riscos da Allianz Seguros, conclui que em função das catástrofes deste ano, as companhias de seguros são conservadoras e não correm risco sistêmico. “Só para citar como exemplo, o mercado é super regulamentado. Para uma resseguradora estrangeira entrar no Brasil como local (ou seja, as que têm sede no país), precisa depositar R$ 60 milhões. Já um banco de investimentos necessita de R$ 16 milhões de capital mínimo.
Ainda sobre a capacidade das seguradoras, Paulo Marracini, vice-presidente do Conselho de Administração da Allianz Seguros, diz que é por isso que existem as regras de solvência. “Há capacidade de suprir as perdas. Antes, a curva de riscos era provisionada pela média. Hoje, é provisionada para a companhia não quebrar”, conclui.
Fonte: www.cqcs.com.br | 01.08.11
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