Publicado por Redação em Previdência Corporate - 19/08/2016

Insegurança jurídica coloca em xeque uma das aplicações mais populares do país; "não faz sentido"

Segundo especialista, novas taxas de ITCMD eestão virando tendência que gera incerteza para investidores. Foto: Acervo Pessoal

Insegurança jurídica coloca em xeque uma das aplicações mais populares do país; "não faz sentido" - InfoMoney Veja mais em: https://www.infomoney.com.br/onde-investir/previdencia/noticia/5454198/inseguranca-juridica-coloca-xeque-uma-das-aplicacoes-mais-populares-pais

SÃO PAULO – Investir pensando no futuro da família é uma das maiores preocupações das pessoas. Afinal, garantir uma vida tranquila para os cônjuges, filhos ou outros familiares é extremamente importante para muitas pessoas. Dentro desse mundo de investimentos, a previdência privada era a verdadeira queridinha dos planejadores financeiros, afinal, ela era um investimento isento de ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação).

No entanto, essa situação tem mudado. Três estados já decidiram começar a cobrar o imposto sobre a previdência privada. Após as decisões do Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro, especialistas já acenderam o sinal amarelo. “Quando vou fazer o planejamento com meus clientes, já levo em consideração o ITCMD mesmo que o estado nunca tenha cobrado o imposto sobre a previdência. Melhor chegar no final com mais dinheiro do que o esperado do que com menos”, comenta Annalisa Blando dal Zoto, planejadora financeira e sócia da Par Mais Empoderamento Financeiro.

Annalisa explica que a previdência privada é uma forma de seguro regulada pela Susep (Superintendência de Seguros Privados) e, por isso, os estados não tributavam ITCMD sobre a aplicação. No entanto, essa interpretação começou a mudar nos últimos anos e isso vem trazendo incerteza para os investidores.

Com essas incertezas, uma outra opção aparece como sendo uma alternativa: os seguros de vida resgatáveis. Essa modalidade de seguro é uma alternativa que permite o resgate de parte do valor aplicado corrigido após um prazo determinado. Apesar de ser uma opção interessante, Annalisa ainda prefere a previdência privada.

“No momento atual, com tanta incerteza sobre a tributação, não dá para saber o que vai acontecer. Como investimento, propriamente, prefiro um bom plano de previdência, uma vez que acaba rendendo muito mais para o investidor. Se ele fizer um bom planejamento tributário com um PGBL, a situação fica ainda melhor”, crava a especialista.

A planejadora financeira comenta, no entanto, que a tributação dos planos de previdência como está atualmente “não faz sentido”. “Não faz o menor sentido a cobrança de imposto de transmissão sobre a previdência, é uma desarmonia dos estados em relação à lei federal. Em primeiro lugar, seria preciso mudar a lei no Congresso”, critica Annalisa.

A executiva, no entanto, não percebe atualmente uma movimentação das seguradoras para resolver o impasse, o que pode adiar mais o problema. “Isso prejudica o mercado como um todo. Mesmo assim, a lei é ambígua e cabe recurso na justiça do investidor que receber cobrança de ITCMD sobre patrimônio em previdência. É uma briga árdua, mas possível”, aconselha.

No entanto, enquanto o impasse não é resolvido, a especialista lembra que em um futuro próximo a lei que regula a cobrança de ITCMD deve ser alterada, aumentando o limite de cobrança. “Atualmente, o teto que os estados podem cobrar no Brasil é de 8%. No Japão, esse número chega a 80%, na Flórida, a 38%. O Brasil ainda está muito abaixo dos padrões internacionais”, relata.

Fonte: InfoMoney


Posts relacionados

Previdência Corporate, por Redação

Troca de previdência aberta e fechada

Recentemente, a Susep e a Previc publicaram novas regras (Instrução Conjunta nº Previc/Susep nº 1/2014) com o objetivo de criar e definir claramente os prazos, procedimentos e responsabilidades comuns e específicos relativos à portabilidade entre entidades de previdência abertas e fechadas (os chamados fundos de pensão).

Previdência Corporate, por Redação

INSS permite pagar contibuição em atraso

Muita gente se pergunta sobre a possibilidade de pagar ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) valores que deixaram de ser recolhidos no passado.

Previdência Corporate, por Redação

Aposentado que recebeu atrasados terá que refazer IR

INSS emitiu comprovante de rendimento com dados errados para quem ganhou ação em 2102. Segurado precisa retificar declaração

Previdência Corporate, por Redação

Previdência de servidor deve sair este mês em SP

O governo paulista espera implementar ainda este mês o primeiro plano de previdência complementar criado para servidores públicos no País, usando o teto do regime geral da Previdência como valor máximo para o pagamento da aposentadoria.

Previdência Corporate, por Redação

Previdência mantém tendência positiva de receita, diz Augustin

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, destacou que espera manutenção positiva das receitas da Previdência Social ao longo de 2012. "Não há nenhuma alteração de manter tendência positiva de receitas, e de um bom resultado deste ano.

Previdência Corporate, por Redação

Falta de repasses à Previdência não impede benefício

Anotações na carteira de trabalho e contrato com a empresa são provas de peso levadas em consideração pela Junta de Recursos da Previdência Social.

Previdência Corporate, por Redação

Previdência ajuíza primeira ação regressiva decorrente de acidente de trânsito

Nesta quinta-feira (3), o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Mauro Luciano Hauschild, e o procurador-chefe da Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS (PFE/INSS), Alessandro Stefanutto, ajuízam em Brasília a primeira ação regressiva do país em razão de acidentes de trânsito graves - com mortes e lesões sérias - causados pela irresponsabilidade de motoristas.

Deixe seu Comentário:

=