Publicado por Wellington em Notícias Gerais - 21/10/2016

Intercâmbio abre portas no mercado de trabalho, diz analista de RH

A analista de controladoria Camille Oliveira viveu e trabalhou por um ano na Índia (Foto: Acervo Pessoal)

A analista de controladoria Camille Oliveira viveu e trabalhou por um ano na Índia (Foto: Acervo Pessoal)

Experiência internacional é vista com bons olhos por empregadores. Profissionais que passaram por outros países também destacam vantagens.

Além de uma experiência rica em aprendizado e diversão, a realização de intercâmbio no exterior outro também pode significar uma porta de entrada no mercado de trabalho no retorno para casa. A psicóloga e analista de recursos humanos da empresa Trabalhe RH Patrícia Osório e duas profissionais que passaram por outros países apontam as vantagens da experiência. De acordo com a Patrícia, pessoas que já realizaram intercâmbio ou alguma viagem até mesmo no país de origem para estudar costumam ser bem vistas por contratantes. "São pessoas dispostas a saírem de sua zona de conforto e enfrentar novos desafios. Algumas experiências no intercâmbio podem ser comparadas a situações do dia-a-dia no trabalho", pontua. Inseridas em uma nova cultura, essas pessoas têm melhor capacidade de desenvolver sua comunicação, sua flexibilidade, irão adquirir novos conhecimentos e aprenderão um novo idioma.

"A experiência de estar longe de casa e de seus familiares amadurece o jovem intercambista, despertando responsabilidade e independência", opina Patrícia. No entanto, ela alerta que a viagem não necessariamente assegura uma vaga de emprego. "Hoje são muitos os que estudam ou trabalham fora. É um ponto positivo quando o jovem se planeja e faz um curso voltado a sua área, mas passar um longo tempo fazendo apenas um curso de línguas, por exemplo, não tem tanto destaque", afirma. Tudo depende da empresa contratante e o perfil de profissional buscado. "Para um trabalho mais mecânico, onde o 'pensar' não é tão necessário este perfil não é procurado, mas se a empresa busca um perfil de liderança e proatividade, o intercambista leva vantagem", relaciona. Formada em administração e hoje analista de controladoria Camille Oliveira acredita que o intercâmbio que fez foi fundamental para conquistar uma vaga. Ela foi à Índia por meio da ONG Aiesec e ficou no país asiático por um ano. “Fui atrás de uma experiência diferente, longe dos lugares mais comuns, como Estados Unidos ou Europa”, conta. "Procurava adquirir conhecimento em marketing digital e trabalhei em uma grande empresa indiana voltada a cuidar da imagem de outras empresas. Neste setor, eles são mais avançados do que o Brasil", avalia.

Antes mesmo de voltar para casa, em Porto Alegre, ela começou a procurar emprego no Brasil. Logo após o retorno, participou de processos de seleção. "Na seletiva para uma vaga em uma empresa multinacional, havia muitos concorrentes e a maioria deles já possuía uma experiência profissional no exterior, mas todos naqueles lugares mais ‘óbvios’. Sem dúvidas quando contei minha história sobre a Índia, aquilo chamou a atenção dos recrutadores", lembra Camille, que contou aos presentes sobre sua visita a Varanasi, uma das cidades mais antigas do mundo. Camille foi escolhida para a vaga. Tempos depois, participou de outra seleção, do local onde trabalha atualmente. "A empresa tem conexões bem forte com a Índia, então minha experiência e conhecimento do país foram levados em conta", diz. A jornalista Sílvia Medeiros já fez três intercâmbios. Passou temporadas na Itália, na Índia e na República de Camarões, na África. A visita ao país asiático, no entanto, foi a que mais a marcou. "Conhecer a Índia era um sonho antigo, pela cultura e pela vivência espiritual", revela. Sílvia foi trainee no hotel ITC Grand Chola, na cidade de Chennai, por nove meses. "Um hotel imenso com mais de 600 quartos", relembra. Quando voltou ao Brasil estava desempregada. Entre entregar um currículo e outro, surgiu a oportunidade de ir à África. "Não tive dúvidas e embarquei para Camarões. Foi um intercâmbio mais curto, fiquei por dois meses", diz.

Sessenta dias depois, chegou a hora de voltar em definitivo. A profissional acredita que as experiências no exterior foram fundamentais para a recolocação no mercado de trabalho. "Sem dúvida ajudou na seleção. Ainda mais pela área onde trabalho, educação em contextos de vulnerabilidade social, o que aprendi foi crucial", avalia Sílvia, que hoje é analista de comunicação e marketing das unidades sociais da Rede Marista. Sílvia indica a experiência a todos que tiverem oportunidade. "Acredito que o intercâmbio, a quem se permite, transforma as pessoas de dentro pra fora. É uma mudança sincera e verdadeira, especialmente para aqueles que se permitem experimentar o diferente, que abrem a mente e o coração para o novo, o inusitado", conclui.

Fonte: Portal G1


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