Publicado por Redação em Notícias Gerais - 22/09/2016

Maioria dos acordos salariais fica abaixo da inflação em agosto

O País continua em plena recessão, sem sinais de recuperação, avalia Hélio Zylberstajn, coordenador da pesquisa

Trabalhadores perderam poder de compra em 51,8% das negociações salariais coletivas, revela pesquisa da Fipe

Entre as negociações salariais coletivas com início de vigência em agosto, 51,8% ficaram abaixo da inflação, mostra pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O resultado interrompe a sequência de queda, registrada desde março, nos ajustes abaixo da inflação.

Segundo o coordenador da pesquisa Hélio Zylberstajn, o resultado desfavorável para os trabalhadores é reflexo da situação econômica atual e tem duas causas. A primeira é a inflação acumulada, que ainda está muito alta. "Uma empresa que se dispõe a repor a inflação tem que dar aumento de 9,6%, o que é muita coisa."

O segundo fator é que o país está em plena recessão, e os sinais de recuperação ainda não se mostraram, disse Zylberstajn, que é professor da Universidade de São Paulo (USP). "Recessão e inflação alta tiram dos trabalhadores o poder de barganha.”

Zylberstajn disse que a pesquisa usa o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), referente a famílias com renda de até cinco salários mínimos (R$ 4.400), que ficou em 9,6%. Os dados para o levantamento foram extraídos do Ministério do Trabalho e Emprego.

Do total de 597 negociações, 162 trataram de reajustes e 141, de pisos salariais. Dos acordos que pediam ajustes, 17 resultaram em redução de jornada acompanhada de diminuição de salários, sendo um pelo Programa de Proteção ao Emprego (PPE).

“Dois anos atrás, a gente viva quase o pleno emprego. Então, os trabalhadores conseguiram aumentos reais, acima da inflação. Hoje a situação é inversa. Quando vai se reverter essa situação? Quando a atividade econômica for retomada, o que vai demorar”, afirmou Zylberstajn.

De acordo com Zylberstajn, em tempos de recessão, o empregador que oferecer aumento aos funcionários não conseguirá repassá-lo aos preços de seus produtos e serviços, já que o mercado não tem condições de absorver aumentos.

Fonte: Carta Capital


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Dependente do IR poderá ter até 32 anos

Idade máxima, aprovada em comissão do Senado, valerá para quem cursar faculdade ou escola técnica

Notícias Gerais, por Redação

Enem 2013: Justiça garante acesso a espelho da redação junto com resultados

Estudantes poderão conferir espelho da redação na mesma data de divulgação dos resultados gerais do exame; liminar é válida para todo o País

Notícias Gerais, por Redação

Metade das obras em aeroportos da Copa está atrasada

A menos de um ano da Copa de 2014, metade das obras programadas para os aeroportos que servirão à competição a partir de junho engatinha ou nem começou.

Notícias Gerais, por Redação

Boleto de oferta contraria normas de proteção e defesa do consumidor, diz Procon-SP

Na última segunda-feira (12), a Fundação Procon-SP encaminhou ao Banco do Brasil, um ofício questionando a criação do boleto de oferta, que segundo a instituição, fere o CDC (Código de Defesa do Consumidor).

Notícias Gerais, por Redação

Dólar abre em queda acentuada, a R$ 1,81

O dólar operava em queda acentuada frente ao real na manhã desta terça-feira, ampliando a depreciação da véspera em meio a um cenário de maior apetite por risco no exterior. Às 9h20, a divisa dos Estados Unidos era negociada a R$ 1,81 para venda, em baixa de 1,15%.

Deixe seu Comentário:

=