Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 03/03/2011

Marca-passo no estômago ajuda a emagrecer

DA ASSOCIATED PRESS

Patrick Hetzner já tentou quase tudo para perder peso e nada funcionou. Cinco meses atrás, tentou algo novo: um marca-passo no estômago que pode controlar o apetite.

Desde que fez o implante do dispositivo, Hetzner, um carteiro de 20 anos de Munique, perdeu mais de 10 quilos.

O marca-passo é parecido com o usado para o coração. É um estimulador que transmite impulsos elétricos para "enganar" o estômago e o cérebro e dar a sensação de saciedade.

Hetzner diz que sente os impulsos poucos minutos depois de começar a comer ou a beber. Ele fica satisfeito com metade da comida que ingeria antes de colocar o aparelho.

"Sinto como uma pressão no estômago ou um beliscão, mas não é ruim", disse ele. "É como um pequeno guia para me ajudar a mudar de vida."

Até agora, cerca de 65 pacientes participantes de dois estudos receberam o dispositivo fabricado por uma empresa americana. Metade desses estão com o marca-passo há pelo menos um ano e a maioria perdeu, em média, 20% do peso.

Já existem outros marca-passos para estômago no mercado, mas a maioria é usada para aliviar sintomas como náuseas e vômitos, e não para combater a obesidade.

O apetite é em parte controlado por sinais enviados pelo estômago para o cérebro. O marca-passo interfere nesse sistema de comunicação, enviando a mensagem de que o corpo está satisfeito depois de uma quantidade relativamente pequena de alimento.

"Se você pode estimular os nervos que se comunicam com o cérebro, isso deve ter de fato um efeito na redução da ingestão de alimentos", disse Stephen Bloom, especialista em obesidade do Imperial College, em Londres, que não tem ligação com as pesquisas.

Bloom, no entanto, questiona se o dispositivo funcionaria a longo prazo. Segundo ele, as pessoas poderiam se acostumar com os impulsos elétricos e continuar comendo apesar deles.

Médicos que são familiarizados com o aparelho dizem que sempre terá um jeito de regular o marca-passo e interferir na alimentação do paciente. Como um benefício adicional, o sensor marca quando o paciente come, bebe ou se exercita.

O efeito colateral mais sério registrado até agora foi uma infecção relacionada à cirurgia. Na Grã-Bretanha, o marca-passo custa cerca de 15 mil euros (R$ 34 mil), incluindo a cirurgia.

O fabricante Intrapace também pretende apresentar o dispositivo para aprovação nos EUA e espera que esteja disponível até 2014.

Segundo a empresa, a bateria do aparelho dura cerca de cinco anos e cabe aos pacientes decidirem quanto tempo querem manter o dispositivo.

"O problema desses dispositivos é que eles assumem que as pessoas são racionais e comem apenas porque estão com fome", disse Stephan Rossner, professor na unidade de obesidade no Karolinska University Hospital, em Estocolmo. "Muitos pacientes obesos comem porque estão deprimidos."

Hetzner disse que pretende manter o marca-passo por cerca de quatro anos e que gostaria de recomendar o tratamento a outras pessoas. "Quero ter certeza que eu posso ficar com ele e que meu corpo vai se adaptar a essa nova forma de comer."

Fonte: www1.folha.uol.com.br | 03.03.11


Posts relacionados

Saúde Empresarial, por Redação

Médicos organizam Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde

Está prevista a realização de atos públicos como assembleias, caminhadas, concentrações, dentre outras formas de manifestação contra supostos abusos praticados pelas operadoras de planos de saúde na relação com médicos e pacientes

Saúde Empresarial, por Redação

Remédio contra asma será distribuído de graça

A partir de 4 de junho, o governo brasileiro passará a distribuir gratuitamente medicamentos para asma nas farmácias populares. A distribuição faz parte do Programa Brasil Carinhoso, lançado nesta segunda-feira pela presidente Dilma Rousseff

Saúde Empresarial, por Redação

Medicamentos naturais ou medicina convencional?

Você é adepto da medicina alternativa? Sente mais segurança com medicamentos naturais e acha que eles, por serem naturais, são isentos de efeitos colaterais? Acredita em seus reais benefícios?

Saúde Empresarial, por Redação

SUS oferta tratamento a 97% dos brasileiros diagnosticados com Aids

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento antirretroviral a 97% dos brasileiros diagnosticados com Aids, aponta relatório divulgado na segunda-feira (21) pela Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIVAids).

Deixe seu Comentário:

=