Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 15/03/2011

Megaestudo desmente teses sobre longevidade

Comer vegetais, fazer esportes, não ter muitas preocupações e estar sempre sorrindo podem fazer bem para a saúde. Mas não são indicativos de que você vá viver mais tempo.

A afirmação é dos autores do mais longo estudo já feito sobre a relação entre personalidade e expectativa de vida, o "Longevity Project", da Universidade da Califórnia.

Durante 20 anos, Howard Friedman e Leslie Martin, professores de psicologia da universidade, estudaram os dados de 1.500 pessoas que participaram de uma pesquisa iniciada em 1921, por um psicólogo da Universidade Stanford.

Eles revisaram todos os dados sobre personalidade, estilo de vida, estado de saúde e causa de morte dessas pessoas. E separaram as características prevalentes entre os mais longevos.

Os resultados estão no livro "The Longevity Project: Surprising Discoveries for Health and Long Live from Landmark Eight-Decade Study" (ed. Penguim), que acaba de ser publicado nos EUA e não tem previsão de lançamento no Brasil.

O livro derruba várias hipóteses sobre comportamentos que aumentariam a expectativa de vida. Não foi achada relação entre hábitos alimentares e vida mais longa, por exemplo.

"O mais surpreendente foi descobrirmos que as pessoas mais felizes e extrovertidas na infância morreram mais cedo. É o oposto do senso comum sobre longevidade", disse à Folha Leslie Martin.

Além da sabedoria popular, estudos científicos também associam a felicidade à boa saúde. "A questão é que esses estudos são de curto prazo. O nosso trabalho é o primeiro que relaciona dados por um período tão longo."

Segundo a psicóloga, a característica predominante na infância dos que viveram mais tempo com saúde foi o senso de responsabilidade.

"Eram crianças mais sérias e mantiveram essa característica de forma consistente durante a vida. Nossa hipótese é de que elas evitavam comportamentos de risco e cuidavam mais de seu bem-estar e o do próximo", explica a psicóloga.

Ela acrescenta que essa personalidade não significa vida "certinha" sem graça. "Os registros mostram que foram pessoas criativas, intelectualmente ativas e que construíram carreiras e redes de relacionamento muito interessantes."

FELIZES SOZINHOS

Outro resultado intrigante do estudo foi o peso do casamento na expectativa de vida. Algumas pesquisas mostram que pessoas casadas são mais saudáveis e, teoricamente, vivem mais.

"Em nossa pesquisa, isso foi verdade para os homens. Para mulheres, o casamento não aumentou nem diminuiu a expectativa de vida", afirma Martin.

O divórcio também não influenciou o tempo de vida das mulheres, independentemente de elas terem ou não encarado outro casamento.

Martin explica que vínculos afetivos influenciam positivamente a saúde, mas o principal é a qualidade dos relacionamentos.

"As pessoas que viveram mais não foram as que tiveram mais amigos. E mulheres que terminaram um casamento que não estava indo bem tiveram uma ótima e longa vida após o divórcio."

Fonte: www1.folha.uol.com.br | 15.03.11


Posts relacionados

Saúde Empresarial, por Redação

Maioria da população mundial consome sódio em excesso

Três em cada quatro adultos no mundo consomem cerca do dobro da quantidade diária de sódio recomendada pelos órgãos de saúde. Essa é a conclusão de um estudo apresentado nesta quinta-feira no encontro anual da Associação Americana do Coração, em Nova Orleans, Estados Unidos.

Saúde Empresarial, por Redação

Saúde investe R$ 76,2 milhões em assistência básica municipal

A Secretaria de Estado da Saúde anuncia hoje, 5 de julho, R$ 76,2 milhões para investimento na assistência básica de 625 municípios do Estado de São Paulo.

Saúde Empresarial, por Redação

Pacientes enfentam superlotação e falta de higiene em hospitais públicos

Em um hospital público de Natal, a limpeza sobra para os acompanhantes de pacientes. Os corredores são imundos. Com a falta de limpeza provocada pela greve dos servidores, que já dura 15 dias, a proliferação de insetos é grande

Deixe seu Comentário:

=