Publicado por Redação em Previdência Corporate - 12/12/2013

Mudanças esperadas para a previdência aberta ficam para 2014

A mudança na regulamentação da previdência aberta que, entre outros pontos, permitiria aplicação dos fundos no exterior e criaria classes mais qualificadas de investidores, está em banho-maria

A volatilidade do ano no segmento fez com que o setor e o governo preferissem adiar a reforma, prevista já para 2013, para o ano que vem, afirma Osvaldo do Nascimento, da confederação do setor de seguros (CNSeg) e presidente da Fenaprevi, federação das entidades do setor.

"Mexer em regras em um cenário de volatilidade não é a melhor solução", disse em evento em São Paulo, não descartando que, no ano que vem, em caso de mais volatilidade, as mudanças sejam novamente postergadas. "Também acredito que flexibilizar as aplicações não significa que o setor vá necessariamente investir nos novos limites e possibilidades", diz.

A visão de executivos da área de previdência aberta é que 2014 será similar a este ano. "[O setor] ainda sofrerá com a instabilidade econômica", afirma Luciano Snel, vice-presidente de planejamento e vendas da Icatu Seguros. Em 2013, a forte volatilidade no mercado financeiro trouxe meses difíceis. Em julho, o setor registrou mais resgates do que captações - algo surpreendente para um mercado que cresceu a uma média próxima de 25% nos últimos 20 anos, diz Snel.

Além da volatilidade nos mercados, a incerteza eleitoral e mesmo a Copa do Mundo no Brasil tendem a atrapalhar os negócios do setor em 2014. "Em eventos importantes como a Copa, as pessoas normalmente optam por consumir [viagens, aparelhos de TV, entre outros serviços e produtos], em vez de poupar para o longo prazo", afirma o presidente da Fenaprevi.

Apesar da persistência das incertezas nas economias brasileira e internacional, o próximo ano será "certamente" melhor que 2013, defende Snel, da Icatu. Claudio Sanches, diretor de produtos de investimento e previdência do Itaú Unibanco, também tem essa expectativa. Contudo, defende que não haverá retorno aos níveis anteriores de crescimento.

A estimativa da CNSeg é que a previdência privada crescerá 15% em 2014. Segundo a Fenaprevi, o setor deve encerrar 2013 com avanço de 10%. A aceleração em 2014 está alinhada com a expectativa de expansão de 15,6% para os mercados de seguros, previdência e capitalização, como um todo para o ano.

"De julho a setembro, tivemos um momento delicado em previdência, que fez as expectativas de crescimento em 2013 caírem. Ainda assim, crescemos muito acima do PIB", afirmou Marco Antônio Rossi, presidente da confederação nacional do setor (CNSeg) e da seguradora do Bradesco.

Depois do susto, a captação dos fundos de previdência vem se recuperando. Historicamente, o último trimestre do ano representa entre 35% e 40% do resultado de captação do ano da maior parte das seguradoras. O mês de dezembro é quando aparecem os maiores resultados dos esforços de vendas em razão de alguns fatores, especialmente o aumento de recursos no bolso do investidor com 13º salário e bônus de fim de ano. "Normalmente, o resultado de dezembro é mais do que o dobro da média mensal", afirma Maristela Gorayb, diretora de previdência e vida resgatável do grupo Mapfre Serviços Financeiros.

Fonte: Valor Econômico


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