Publicado por Redação em Previdência Corporate - 05/03/2020

Nova tabela de contribuição ao INSS entra em vigor



Entraram em vigor as novas regras para contribuição dos trabalhadores ao INSS. Essa mudança foi determinada pela reforma da Previdência, aprovada e 2019.

Início de mês, hora de assinar recibos, acertar as contas. O que a empregada doméstica Maria da Conceição de Jesus não esperava era ter um desconto menor do INSS.

“No mês de fevereiro qual foi o desconto? R$ 169,20. Agora, no pagamento de março, vai ser R$ 153,52, ou seja, menos R$ 15 arredondando”, explicou Mário Avelino, do Instituto Doméstica Legal.

“Mais ou menos uns R$ 200. Já ajuda”, disse Maria da Conceição.

O cálculo das contribuições ao INSS foi modificado na reforma da Previdência e a nova tabela passa a valer agora, sobre os salários de fevereiro. Eram três faixas de contribuição: uma menor, de 8%; uma intermediária, de 9%; e a mais alta, de 11%.

Agora, são quatro faixas: para até um salário mínimo, R$ 1.045, o desconto é de 7,5%; a partir desse valor até R$ 2.089, 9%; a terceira faixa até os R$ 3.134, 12% de desconto; e a última, até R$ 6.101, alíquota de 14%. Esse é o teto de contribuição para o INSS.

A nova tabela dos servidores federais também já está em vigor e tem oito faixas, com alíquota máxima de 22% para quem ganha acima de R$ 40.747.

Para as empresas, para o empregador, não tem novidade, fica tudo igual. A mudança é para o trabalhador quem tem carteira assinada e tem o INSS descontado direto na folha de pagamento.

Nas alíquotas progressivas, paga mais quem ganha mais. Por exemplo: quem ganha um salário mínimo vai ter R$ 5,23 a menos descontados no contracheque em relação a janeiro. Salário de R$ 2.000, menos R$ 15,68 de INSS; R$ 7.000, R$ 42 a mais todo mês.

“Essa nova tabela é mais justa por fazer uma melhor proporção de renda, porque não tem mais aqueles saltos de contribuição quando mudava de uma faixa para outra. Ela ficou equânime. Ganhou um pouquinho mais, contribuiu um pouquinho mais, não contribui um salto a mais”, explicou Emerson Lemes, do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP).


Fonte: G1


Posts relacionados

Previdência Corporate, por Redação

Saiba como utilizar bem o dinheiro da restituição de Imposto de Renda

Qual o seu plano para a restituição do Imposto de Renda?

Previdência Corporate, por Redação

Dívidas com a Previdência podem ser parceladas em até 20 anos

Governos estaduais e municipais poderão parcelar em até 240 meses dívidas com o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) acumuladas até outubro de 2012. A nova regra foi estabelecida na última sexta-feira (18), por meio de portaria assinada pelo ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho.

Previdência Corporate, por Redação

Previdência buscará mais título privado

Com juro baixo e exigência de prazos mais longos nas carteiras, papéis de empresas devem ganhar importância

Previdência Corporate, por Redação

Mais de 80% da população com mais de 60 anos é assegurada pela Previdência Social

Dos 20,6 milhões de idosos existentes no País, 17,2 milhões são protegidos pela Previdência Social, segundo dados do AEPS (Anuário Estatístico de Previdência Social) divulgados pelo ministério nesta quarta-feira (7).

Previdência Corporate, por Redação

INSS libera consulta a benefício com reajuste na quarta

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) vai liberar, na próxima quarta-feira (18), a consulta ao extrato com os valores das aposentadorias reajustadas, que começam a ser pagas no dia 25.

Previdência Corporate, por Redação

Receita permitirá parcelamento de contribuições pela internet

A Receita Federal irá permitir o parcelamento das contribuições previdenciárias pela internet a partir de 2012. A medida evitará a necessidade do atendimento presencial.

Previdência Corporate, por Redação

Conheça as principais diferenças e riscos das gestoras de Previdência Privada

Os recursos aportados no fundo são investidos em ativos de renda fixa ou variável. "Os produtos também podem ser diferentes com relação a segmentação, diversificação, taxas cobradas e serviços oferecidos, que envolvem acesso à informação, agilidade e consultoria", diz Renato Russo, vice-presidente da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida).

Deixe seu Comentário:

=