Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 20/06/2011

Odontologia ainda enfrenta barreiras para cuidar de atletas

Desde as categorias de base até o profissional, em times da elite mundial ou em clubes de menor expressão, o tratamento odontológico muitas vezes é encarado como um supérfluo na preparação de atletas.

Quando é realizado, na maioria das vezes ignora as especificidades inerentes ao esporte de alto rendimento.

"Os problemas relacionados à saúde bucal têm séria influência no rendimento do atleta. Primeiro a parte mais simples, como uma dor de dente, que impede o jogador de atuar numa partida ou render como é esperado dele. Depois, tem a questão de que um atleta com algum foco de infecção na boca tem um prazo de recuperação de lesão maior. Além disso, o dentista tem de ficar atento à lista de medicamentos que podem atrapalhar o rendimento do atleta ou até mesmo ser detectado em exames antidoping", comenta José Isaías Fernandes, dentista que trabalhou por 15 anos no Corinthians.

"É muito difícil calcular quando o rendimento de um atleta pode ser prejudicado por problemas odontológicos, mas existe uma diferença sensível. Se ele desempenhar a mesma atividade sem o problema é fácil constatar um aumento na produtividade. Esse tipo de problema não afeta apenas o físico, mas o lado mental dos esportistas", explica a dentista Mariela Talarico Folco, que já trabalhou com lutadores de boxe e jiu-jítsu.

A eficiência da odontologia desportiva, contudo, depende demais de como ela é tratada pelos clubes. Na maioria das associações esportivas, os jogadores passam apenas por consultas com periodicidade semestral ou anual. Essas intervenções quase sempre são feitas com profissionais terceirizados, que não têm especialização na área da atividade física.

"A Odontologia esportiva é considerada uma sub-categoria da Odontologia do Trabalho, que foi criada em 2004. O jogador de futebol nada mais é do que um trabalhador comum", compara Fernandes.

No esporte, a Odontologia tem evoluído muito nos últimos anos. "Existem alguns cursos nessa área que estão começando, mas ainda não são reconhecidos como especialização. Mas para aqueles que querem seguir nessa área eles são indicados", avisa Mariela.

No entanto, a área ainda esbarra na falta de uma cultura voltada ao tratamento dos jogadores. A maioria dos atletas dá pouca importância aos problemas que acometem a boca. E essa falta de preocupação é justamente o que pode comprometer o desempenho, ao mesmo tempo em que reduz as ausências na atividade.

Fonte: odontologika.uol.com.br | 20.06.11


Posts relacionados

Saúde Empresarial, por Redação

74% dos pacientes estão abertos para consultas virtuais

Um relatório global da Cisco sobre a experiência de clientes da área de saúde (Cisco Customer Experience Report) revela que 74% dos consumidores dizem estar abertos ao atendimento médico virtual, percentual um pouco maior no Brasil, com 76%.

Saúde Empresarial, por Redação

UPAs batem marca de 15 milhões de atendimentos

De maio de 2007 até agora, o Rio de Janeiro ganhou 52 Unidades de Pronto Atendimento distribuídas por todas as regiões do estado.

Saúde Empresarial, por Redação

Parceria entre Sírio-Libanês e Santa Paula aumenta consultas em 22%

Seguindo os modelos de co-opetição (colaboração entre empresas concorrentes) já presentes em outros setores da economia, os hospitais Santa Paula e Sírio-Libanês assinaram um acordo de parceria para o novo Centro Oncológico do Santa Paula.

Deixe seu Comentário:

=