Publicado por Redação em Notícias Gerais - 06/02/2014

Oferta de crédito do BNDES cresceu 22% em 2013

Em 2013, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) emprestou R$ 190,4 bilhões, ou 22% a mais do que em 2012, e mais do que o conjunto dos bancos (em média 14,6%), contribuindo para o aumento da participação dos bancos estatais na oferta de crédito.

Nas instituições públicas o avanço do crédito foi de 22,6%, no ano passado, enquanto o crescimento dos empréstimos nos bancos privados nacionais foi de 6,6%. Os bancos do governo consolidaram, em 2013, sua posição de maiores fornecedores de crédito do País.

O relatório de desempenho do BNDES, divulgado terça-feira, também mostrou que a instituição continua privilegiando os grandes clientes, que receberam 61% dos empréstimos. É um porcentual muito elevado, ainda que inferior ao de 2011, de 72%, no ano em que a Petrobrás foi capitalizada, e em 2012, quando atingiu 65%.

Cabe indagar, assim, em que prazo o banco vai pôr em prática a nova política operacional, anunciada na divulgação dos dados de 2013. Essa política confere prioridade à infraestrutura, à competitividade e à inclusão produtiva e sustentabilidade.

A infraestrutura já era prioridade do BNDES. Em 2013, recebeu 1/3 dos empréstimos da instituição. As empresas da área agropecuária receberam 64% mais recursos, em 2013, do que em 2012. Houve, ainda, aumento do peso das micro, pequenas e médias empresas no orçamento do banco, seja em número de operações (1,1 milhão), seja em desembolsos (+27% em relação a 2012).

A desaceleração econômica afetou o desempenho do banco, pois em 2013 as aprovações de empréstimos recuaram 8%, as consultas diminuíram 11% e os enquadramentos caíram 7%. São essas as etapas que antecedem o desembolso dos créditos.

Mas, enquanto a economia acentuava a desaceleração, o banco privilegiava as companhias estatais e Estados, segundo o economista Mansueto de Almeida, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Somente uma empresa privada (Supervia) e um consórcio privado (Santo Antonio Energia) estiveram entre os dez maiores tomadores de recursos do banco em 2013, até setembro. Os outros grandes foram Petrobrás, Eletrobrás, Sabesp e Estados (Maranhão à frente, além do Rio, Santa Catarina, Bahia e Amapá).

O BNDES foi um braço poderoso do governo para dar suporte a aliados políticos nos Estados e a companhias estatais, em contraste com as prioridades ora proclamadas.


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