Publicado por Redação em Notícias Gerais - 04/03/2011

Petrobras prepara reajuste no preço dos combustíveis

A Petrobras deverá esperar o Carnaval passar para anunciar, na segunda quinzena de março, o reajuste dos preços da gasolina e do óleo diesel nas refinarias.

A decisão, já dada como certa nos corredores da estatal, se deve à dificuldade de manter represados os custos decorrentes da recente disparada das cotações do barril do petróleo no mercado internacional.

O Brasil Econômico obteve a informação que, na avaliação da empresa, o preço de US$ 120, estipulado como uma espécie de gatilho pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, está muito acima do considerado suportável pelo caixa da companhia.

O nível atingido esta semana, superior aos US$ 115, já é considerado suficiente para o reajuste.

A Petrobras não confirma oficialmente a informação, mas o aumento já é considerado como definido dentro da empresa. Só falta acertar em que proporção.

A alta, ainda de acordo com essa avaliação, só não ocorre se acontecer uma reviravolta nos desdobramentos políticos nos países do Oriente Médio e do norte da África.

O problema é que, além do recrudescimento dos conflitos na Líbia, já há protestos marcados para a Arábia Saudita, principal fornecedor de petróleo de países como EUA e Japão.

Cenário interno

Além da crise no mundo árabe, a grande justificativa para o aumento, reside no fato de que os preços dos dois combustíveis não são elevados desde 2008.

A última vez em que a Petrobras mexeu nos valores cobrados pela gasolina e pelo óleo diesel foi em maio de 2009, e mesmo assim para baixo.

Ou seja, o cenário atual seria mais do que oportuno para uma recomposição de margens pela petrolífera, apesar dos apelos em contrário da parcela do governo preocupada com o impacto do sobre a inflação.

A solução, de acordo com especialistas, seria a mitigação desse impacto com a diminuição das alíquotas da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), o chamado imposto dos combustíveis.

A calibragem das alíquotas foi usada nas duas últimas mudanças promovidas pela estatal nos preços da gasolina e do diesel.

O último aumento ocorreu no dia 30 de abril de 2008, quando a gasolina teve o preço corrigido em 10%, e o diesel, em 15%.

Na ocasião, o governo decidiu reduzir as alíquotas da Cide, que incide sobre os preços dos combustíveis na bomba, para minimizar o impacto sobre o bolso do consumidor.

A alíquota sobre a gasolina foi reduzida em R$ 0,18 por litro, enquanto sobre o diesel, baixou em R$ 0,03/litro.

No ano seguinte, quando anunciou a correção para baixo dos preços desses mesmos combustíveis, nas refinarias, o governo adotou estratégia inversa.

Ao mesmo tempo em que reduziu em 4,5% o valor da gasolina, a alíquota da Cide aumentou para R$ 0,23/litro. Para compensar a queda de 15% no preço do diesel, majorou a alíquota da contribuição para R$ 0,07/litro.

A medida, que manteve estável o preço da gasolina na bomba, visou a recomposição do caixa do governo, afetado, na ocasião, pela perda de arrecadação provocada pelas medidas anticíclicas contra a crise.

Essas medidas incluíram descontos de impostos como o sobre Produtos Industrializados (IPI) e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Confins) na compra de produtos de linha branca e carros zero quilômetro.

Fonte: www.brasileconomico.com.br | 04.03.11


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

2013 é o último ano que declaração do IR será preenchida, lembra Fisco

O ano de 2013 será o último no qual os contribuintes, que declaram o Imposto de Renda pelo modelo simplificado, precisarão preencher a declaração, segundo lembrou o supervisor nacional do Imposto de Renda da Receita Federal, Joaquim Adir.

Notícias Gerais, por Redação

Bolsas da Ásia caem por temor com crédito na Europa

As Bolsas de Valores asiáticas fecharam em baixa pelo quarto dia seguido nesta sexta-feira, enquanto as dificuldades de financiamento aumentavam na Europa, com os juros pagos em bônus da Espanha atingindo um nível insustentável.

Notícias Gerais, por Redação

Greve dos Correios atinge todos os Estados, afirma federação

A greve dos Correios, iniciada nesta quarta-feira, teve adesão em todos os Estados, segundo a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares).

Deixe seu Comentário:

=