Publicado por Redação em Notícias Gerais - 24/02/2015

Prévia da inflação atinge 7,36% em 12 meses, maior nível em quase 10 anos

Os preços subiram 1,33% entre a metade de janeiro e o início de fevereiro, de acordo com o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor - Amplo 15), considerado uma 'prévia' da inflação oficial.

Em 12 meses, a inflação estourou o limite máximo da meta do governo pelo segundo mês seguido e atingiu 7,36%, maior nível desde junho de 2005 (quando tinha atingido 7,72%).

O objetivo  do governo é manter a alta dos preços em 4,5% ao ano, com tolerância de dois pontos percentuais --ou seja, variando entre 2,5% e 6,5%. Se a meta não for cumprida, o presidente do Banco Central deve publicar uma carta explicando os motivos.

O IPCA-15 de fevereiro teve o maior valor desde fevereiro de 2003 (2,19%) e representa uma aceleração em relação a janeiro (0,89%).

Só nos dois primeiros meses do ano, segundo o IPCA-15, a alta dos preços já soma 2,23%.

A inflação tem sido motivo de preocupação do governo, e analistas acreditam que, para controlar a alta dos preços, o BC vai subir a taxa de juros dos atuais 12,25% para 12,75% este ano.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (24) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os preços foram coletados no período de 14 de janeiro a 11 de fevereiro de 2015, e se referem a famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos.
Alta de tarifas e falta de chuva

A inflação oficial em janeiro deste ano já tinha atingido o maior nível desde 2003, puxada por uma série de medidas dos governos estaduais e federal para reequilibrar as contas públicas.

Recentemente, medidas anunciadas pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, aumentaram os impostos sobre a gasolina e o diesel, por exemplo. A alta nos preços do transporte é particularmente sensível, porque tem impacto em toda a cadeia produtiva.

Além disso, com a seca recente, as tarifas de água e eletricidade também estão subindo. A falta de chuvas ainda eleva o preço dos alimentos, o que também tem ajudado a manter a inflação elevada.

Fonte: UOL (Com Reuters)


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