Publicado por Redação em Notícias Gerais - 14/07/2011
Quais empresas estão em tendência favorável, segundo os principais grafistas do País
SÃO PAULO – Desde o ano passado que o Ibovespa não tem trazido uma sinalização positiva para os investidores: após subir mais de 80% em 2009, o principal índice de ações da bolsa brasileira registrou um modesto ganho de 1,04% no acumulado de 2010 e, agora em 2011, o benchmark acumula perdas próximas de mais de 13% nesses pouco mais de seis meses do ano.
Contudo, não é porque o principal ‘termômetro” da bolsa brasileira não vive um bom momento que boas oportunidades deixaram de aparecer no mercado. Por exemplo no ano passado, quando apesar da lateralização do Ibovespa, as ações do setor de consumo e varejo registraram as maiores valorizações do índice em 2010, como é o caso da Souza Cruz (CRUZ3, +65,78%), AmBev (AMBV4, +50,86%) e Lojas Renner (LREN3, +47,83%).
Por outro lado, algumas blue chips como Petrobras (PETR3, -24,33%; PETR4, -22,97%), Usiminas (USIM3, -13,06%; USIM5, -20,51%) e Gerdau (GGBR4, -20,94%) tiveram um forte declínio, o que gerou uma boa oportunidade de venda a descoberto com esses papéis de alta liquidez.
Nesse ano, a tendência do Ibovespa mostra-se mais clara do que em relação a 2010. Contudo, assim como no ano passado, algumas empresas e setores seguem apresentando oportunidades de trades tanto na ponta compradora (tendência oposto à do índice de ações) quanto na ponta vendedora (mesma tendência do índice).
Desta forma, o Portal InfoMoney perguntou para grandes expoentes da análise técnica brasileira quais são as empresas e setores que apresentam uma tendência mais definida, seja ela de baixa ou de alta.
Os entrevistados pela InfoMoney são Rogério Passos, sócio-diretor da OperAção Consultoria e Treinamento, Luiz Antonio “Parddal”, que atua na formação de trades da TCX Educacional, e Leandro Ruschel, fundador e diretor da comunidade Leandro&Stormer. Os três, juntamente com Fausto Botelho, da Enfoque, formarão a equipe responsável pela sessão de análise técnica da Invista, revista de autoria da Equipe InfoMoney e lançada bimestralmente pela editora Money&Markets.
Elétricas e telecom em tendência de alta
Conforme explica Parddal, historicamente os setores de telecomunicações, energia e de infraestrutura são os mais poupados em momentos de declínio do mercado. E é exatamente o que temos visto em 2011: enquanto o Ibovespa acumula perdas na casa dos 13% em 2011 - até o dia 11 de julho -, as ações das telecons TIM (TCSL3, +36,44%; TCSL4, +44,01%) ocupam o extremo positivo do índice no período, seguidas mais atrás pela Brasil Telecom (BRTO4, +18,17%) (para ver o gráfico dessas ações, clique sobre o nome delas).
Além delas, empresas do setor de energia também têm conseguido se destacar positivamente: Cemig (CMIG4, +20,07%), Light (LIGT3, +18,07%) e Eletropaulo (ELPL4, +31,87%). Leandro Ruschel exalta os papéis da Cemig e da TIM como alguns dos poucos que estão claramente em tendência de alta.
Mundial, Braskem e Comgás também se destacam
Fora do índice, Ruschel chama atenção para a Mundial (MNDL3, MNDL4), que nesses pouco mais de seis meses viu suas ações ON e PN subirem impressionantes 2.480,65% e 1.020,63%, respectivamente. Contudo, o diretor da Leandro&Stormer destaca que os ativos possuem forte volatilidade, ou seja, o investidor precisa tomar bastante cuidado para operar com estes papéis.
Já Rogério Passos também dá destaque à Cemig, mas exalta ainda Braskem (BRKM5) e da Comgás (CGAS5) como algumas das ações que estão apresentando tendência de alta no gráfico semanal. “Para uma operação comprada, eu ficaria de olho nessas ações”, destaca o sócio-diretor da OperAção.
Blue chips seguem em queda
Já dentre as ações que seguem em franca tendência de baixa, a opinião é unânime: as principais blue chips da bolsa brasileira, que já foram tão penalizadas em 2010, seguem como os destaques mais claros na ponta negativa.
Dentre elas, Passos e Ruschel dão destaque para as três grandes siderúrgicas da bolsa – CSN (CSNA3), Usiminas e Gerdau – e também para a Petrobras. Ruschel chama atenção também para os ativos da BM&F Bovespa (BVMF3), enquanto Passos comenta sobre o setor financeiro, que, após algumas semanas congestionado, passa a desenvolver queda há algumas semanas.
Por fim, o sócio-diretor da OperAção também comenta sobre a Vale, que, assim como a Petrobras, vem desenvolvendo um movimento de queda há um bom tempo.
Fonte: web.infomoney.com.br | 14.07.11
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