Publicado por Redação em Previdência Corporate - 18/10/2016

Reforma da Previdência vai atingir políticos, diz Temer

O presidente Michel Temer disse nesta terça-feira (11), em entrevista à rádio CBN, que a reforma da Previdência Social deve atingir os políticos. A informação havia sido antecipada pelo jornal "O Globo".

"Ela [a reforma] deverá atingir a todos. Essa coisa da aposentadoria de políticos já começou a ser esboçada e, evidentemente, vamos fazer equânime para atingir todos os setores. E não vamos diferenciar mais os setores", afirmou o presidente, ao ser questionado se a reforma iria incluir também o sistema de aposentadoria dos políticos, que hoje tem uma regra específica.

Temer lembrou que o governo quer criar uma regra única de aposentadoria no país, incluindo os setores público e privado. "Não vai haver mais distinção na previdência geral e a pública. Nós temos de igualar isso e isso é um ponto já definido", afirmou.

Hoje, deputados e senadores têm um regime especial de aposentadoria, que segue as regras dos servidores públicos. Para receber o benefício integral, são exigidos 35 anos de contribuição e 60 anos de idade.

Eles também podem ter aposentadoria proporcional, estipulada com base em 1/35 (um trinta e cinco avos) dos salários por ano de mandato. Hoje, um senador pode se aposentar com oito anos no mandato se preencher os requisitos de 35 anos de contribuição previdenciária, no INSS ou em outro regime, e tiver 60 anos.

O salário desses políticos é atualmente de R$ 33.763, enquanto o teto do INSS é de R$ 5.189,82.

PRESIDENTE

Temer aposentou-se em 1996, aos 55 anos. Em maio passado, ele recebeu R$ 30.613 como procurador inativo do governo de São Paulo. Como presidente ativo da República, recebe R$ 27.841.

TETO DOS GASTOS PÚBLICOS

Temer classificou ainda de "vitória muito significativa" a aprovação do teto dos gastos públicos em primeiro turno na Câmara dos Deputados.

Ele disse que a base parlamentar do governo na Câmara hoje está em torno de 375 deputados, mas que este quorum não foi atingido por causa de algumas ausências.

O governo obteve 366 votos favoráveis à emenda constitucional que cria o teto dos gastos públicos na votação em primeiro turno na Câmara dos Deputados.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo


Posts relacionados

Previdência Corporate, por Redação

Como deduzir contribuições aos planos de previdência no IR?

Dúvida do internauta: O corretor que fez o meu plano de previdência (PGBL) me disse que eu poderia restituir até 12% da renda bruta anual no imposto de renda.

Previdência Corporate, por Redação

Déficit da previdência de servidor federal cresce 5,8% no 1º semestre

O déficit da previdência social dos servidores públicos civis e militares não para de crescer. No primeiro semestre deste ano o rombo do governo federal para pagamento desses benefícios foi de R$ 29,258 bilhões, o que representa aumento nominal de 5,8% em relação ao mesmo período do ano passado

Previdência Corporate, por Redação

Mongeral Aegon lança previdência sustentável

A Mongeral Aegon lança o primeiro produto do mercado brasileiro de previdência com conceitos da sustentabilidade. Os planos Previdência Sustentável são os primeiros a permitir que pessoas acumulem recursos com a garantia de comprometimento com os requisitos da sustentabilidade.

Previdência Corporate, por Redação

Previdência complementar do servidor federal será discutida nesta terça-feira

O projeto de lei 1992/07, que prevê a previdência complementar para o servidor público federal será discutido nesta terça-feira (7), em uma reunião entre os líderes dos partidos e o presidente da Câmara, Marco Maia.

Previdência Corporate, por Redação

Previdência Privada tem expansão de 18,21% até novembro e arrecada R$ 46,4 bilhões

As 62 seguradoras e 15 entidades abertas de previdência complementar associadas à Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) tiveram arrecadação com a venda de planos de R$ 46,4 bilhões no acumulado do ano até a novembro.

Deixe seu Comentário:

=