Publicado por Redação em Notícias | 22/01/2020 às 11:38:32


Regulamentação das insurtechs é benéfica para o mercado segurador




Startups: o mundo nunca falou tanto dessas empresas como agora. Nas mais diferentes áreas, elas usam a tecnologia para oferecer serviços inovadores de alto valor agregado. Neste cenário, as insurtechs vêm se destacando e se multiplicando. Segundo a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), o Brasil já conta com 47 insurtechs.

Essas empresas surgem com a proposta de apoiar as seguradoras, tornando-as mais eficientes. Dados da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Câmara e-net), divulgados em uma matéria do Valor Econômico, mostram que 62% das startups brasileiras de seguros visam oferecer serviços para potencializar os negócios dessas companhias.

Ou seja, elas vêm para somar.

Contudo, um novo mercado exige regras e normas que sejam capazes de organizar os processos e serviços derivados da inovação tecnológica. É por isso que chegou a hora de pensar em regulação.

#1 Seguradoras precisam inovar em um mercado altamente regulado

Não é novidade o fato de que as companhias de seguros atuam em um mercado sistematicamente regulado, supervisionado pela Susep. Entretanto, mesmo limitadas pelas normas, elas se deparam com o desafio de inovar. É aí que as insurtechs surgem como parceiras.

Elas têm uma perspectiva de atuação diferente, pois trabalham com uma visão inovadora. Muitas vezes as startups têm soluções interessantes, porém as seguradoras não conseguem adotar devido às limitações impostas por algumas regras. Logo, o mercado fica travado e o cliente deixa de ter acesso a serviços disruptivos.

Por isso a regulamentação é fundamental. Quando ela acontecer, certamente o mercado de seguros vai estabelecer um ritmo de crescimento acelerado.

#2 Expansão e melhor experiência para o cliente

Com a regulação das startups de seguros, o foco delas também deve mudar. Isso porque, com novas regras e normas, será mais fácil planejar uma estratégia de expansão clara e consistente. A regulação também permitirá que essas empresas foquem em aprimorar a experiência do consumidor.

Com a inovação tecnológica e as mudanças na regulação do setor, elas ganham condições de ampliar os serviços e ofertas para os clientes.  A palavra de ordem para o sucesso é pensar no cliente e na experiência dele antes de qualquer coisa.

#3 Susep começa o movimento pela regulação das insurtechs

De olho nos benefícios que a regulação pode trazer para o mercado e, especialmente para o segurado, a entidade iniciou uma ação que irá melhorar a operação das startups e viabilizar as parcerias com as seguradoras.

Durante o evento CQCS Insurtech & Inovação 2019, a Susep apresentou a intenção de implantar um modelo de regulamentação das startups de seguros no Brasil.

Ao conduzir o painel “Insurtechs precisam de regulação?”, Eduardo Fraga, diretor da instituição, e três advogados que atuam no setor segurador abordaram outros aspectos importantes. É preciso, por exemplo, avaliar a necessidade de “normatizar serviços tão especializados, diversificados e que não existiam antes”.

#4 Insurtechs descomplicam o acesso a seguros e fazem sucesso

Uma das principais contribuições das startups é a desburocratização. Elas vêm se destacando justamente por oferecer rapidez e alta disponibilidade na oferta de serviços. A experiência do cliente melhora e o mercado também sai ganhando.

Certamente, um dos resultados mais expressivos, com a desburocratização dos processos de seguros, é o amplo acesso aos produtos. Logo, mais pessoas estarão seguradas, usufruindo dos benefícios de ter proteção para várias situações.

Do seguro de vida até o seguro de drone, todos podem estar ao alcance do cliente. Tal disponibilidade de acesso será ainda maior a partir do momento em que seguradoras possam celebrar parcerias com insurtechs.


Fonte: Revista Apólice


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