Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 09/02/2011
Seguradoras avançam em ritmo acelerado em saúde suplementar
Num ano que foi excepcionalmente bom para o setor privado de planos de saúde, as líderes entre as seguradoras mostraram em 2010 desempenho capaz de suscitar certa ponta de frustração entre seus concorrentes. Tanto a Bradesco Saúde quanto a SulAmérica apresentaram expansão bem acima da média do setor. A receita da primeira, de R$ 6,3 bilhões, cresceu 18,3%, o dobro do registrado pelo faturamento médio de todo o setor, de 9,36%. A segunda, que só divulga dados até setembro do ano passado porque o balanço anual ainda não foi publicado, expandiu seu faturamento em 18,9%.
No caso da Bradesco, o segredo reside, segundo seu presidente, Márcio Coriolano, na "opção estratégica" adotada pela empresa: a especialização em seguros empresariais coletivos. E para todo o tipo e porte de empresa.
Não é porque 43% das cem maiores empresas do país confiam a saúde dos seus funcionários aos serviços administrados pela seguradora que ela irá negligenciar as pequenas e médias.
Destas proveem 36% do faturamento.
São, ao todo, um pouco mais de 3 milhões de beneficiários.
"As empresas não querem apenas um excelente pacote de cobertura e uma vasta rede credenciada.
Requerem serviços customizados destinados a melhorar a qualidade de vida dos seus colaboradores, a aumentar o grau de satisfação, reduzir o absenteísmo e a rotatividade", diz o executivo.
As clientes da Bradesco Saúde estão preocupadas em agir preventivamente.
A operadora ajuda a elaborar programas destinados a evitar a instalação de doenças típicas da sociedade atual, como a hipertensão, diabetes e obesidade. Operadora e contratante atuam previamente para tornar a apólice uma proteção que não precisará ser utilizada.
Preservando o sigilo médico, profissionais da Bradesco analisam a base de dados dos atendimentos médicos e exames feitos pelos funcionários e sugerem ações de prevenção contra as doenças que mais frequentemente são relatadas por eles.
Também pode ser realizado um programa personalizado de monitoramento dos colaboradores com doenças crônicas. Identificados os riscos específicos aos quais os colaboradores estão mais sujeitos e expostos, as coberturas do plano podem ser ajustadas. O resultado da sintonia fina são o aumento da satisfação, a ampliação da produtividade e a redução de custos.
A vice-líder SulAmérica cuida hoje da saúde de 2 milhões de usuários, a grande maioria localizada em planos corporativos. A seguradora ainda tem 230 mil clientes em planos individuais.
Mas ela não abre novos. O motivo, de acordo com o seu diretor de operações, Marco Antunes, é a política da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) de tabelar o reajuste anual deste segmento. Nos planos coletivos vale a negociação entre as partes.
"Deve-se entender que em medicina os custos nunca se reduzem ou se estabilizam. Estão sempre em alta devido à descoberta de novos tratamentos, exames e remédios. Entre os exemplos estão as drogas para quimioterapia.
São hoje mais específicas, em alguns casos nem chegam a provocar queda de cabelo, mas são três vezes mais caras", diz Antunes. A taxa de sinistralidade nunca cai pelo lado do custo, mas pelo da frequência, o número de vezes que o beneficiário solicita consultas, exames e internações. O índice da SulAmérica caiu de 81,4% em 2009 para 76,3% um ano depois.
A seguradora irá ampliar este ano a quantidade de planos oferecidos aos clientes. Hoje há quatro modelos corporativos básicos, diferenciados pelo número de funcionários da empresa. Estudase a modelagem de um destinado especificamente à emergente classe C.
Fonte: www.cqcs.com.br | 09.02.11
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