Publicado por Redação em Dental - 05/03/2015

Técnica brasileira reduz 70% da dor no tratamento da cárie

Em busca de um tratamento alternativo para a cura da cárie que visasse mais praticidade e, principalmente, menos dor para o paciente, o dentista Izio Mazur, em parceria com técnicos do Laboratório de Robótica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), desenvolveram uma técnica que promete acabar com até 70% do sofrimento na cadeira do dentista.

O método, chamado Alluminajet, consiste na substituição de brocas por jatos de ar. “Um equipamento emite um fino jato controlado de cristais (óxido de alumínio) abrasivos que são capazes de perfurar o dente e remover as cáries”, diz Izio. Segundo o especialista, a percepção de dor é reduzida, ou até eliminada em alguns casos, devido ao fato de não haver o zumbido irritante das turbinas de alta rotação, aquecimento, trepidação ou pressão sobre o dente. “Como o equipamento não encosta no elemento dentário a sensação é de apenas um ar batendo no dente”, diz o especialista.

Além de reduzir a dor, a suavidade do Alluminajet não permite que ocorra inflamação no nervo dentário. “Além disso, esse método tem uma excelente aceitação das crianças e/ou dos pacientes portadores de fobias à alta-rotação em geral”, diz Izio. E, apesar de o foco desse tratamento ser a remoção da cárie, ele também pode realizar outras funções. “Pode ser usado para aumentar a adesão dos materiais restauradores dentais e na limpeza dos dentes em geral”, diz o especialista, que revela que esse tratamento já é uma realidade no mundo e em alguns consultórios brasileiros.

Fim das brocas?
Com o desenvolvimento de técnicas cada vez mais modernas para substituir as brocas no tratamento de lesões dentais, o futuro desses motorzinhos pode estar ameaçado? Izio acredita que não. “Realmente há uma tendência na odontologia em se descobrir novas técnicas que reduzam o atrito e a invasão dental, mas acredito que as brocas serão sempre necessárias, ainda que para outros procedimentos que não sejam a remoção de cáries”, diz o especialista.

Fonte: Terra


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