Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 18/05/2015

Uso abusivo de atestados médicos falsificados traz prejuízo para o comércio

Comércio arca com prejuízos por atestados falsos

Nos últimos quatros meses, mais de 150 comerciantes reclamaram pelo uso, em excesso de atestados apresentados por funcionários

O Sindicato do Comércio Varejista informou que, nos últimos quatro meses, recebeu reclamações de mais de 150 comerciantes pelo uso, em excesso, de atestados apresentados por funcionários.O Sindivarejista pedirá esta semana para a Secretaria de Saúde, ao Conselho Regional de Medicina (CRM) e, à Superintendência Regional do Trabalho, providências contra o uso de atestados médicos falsos.Para o presidente do Sindivarejista, Edson de Castro, "há uma verdadeira indústria do atestado médico causando danos a proprietários de lojas".

O Sindicato informou, ainda, que quem for flagrado usando este tipo de documento falsificado poderá ser demitido por justa causa. “Os atestados legítimos foram desmoralizados por quem tem má fé. Algo precisa ser feito com urgência em nome do bom senso e da legalidade”, afirmou Edson.

Na última semana, diretores do Sindivarejista se reuniram com a deputada distrital Sandra Faraj. "Ela prometeu apresentar um projeto de lei obrigando os hospitais públicos e privados a disponibilizarem, na internet, atestados emitidos por médicos. Assim haverá um controle efetivo por parte do comércio", informou o presidente.

A professora Iara Araújo, 23 anos, usa o coletor menstrual há oito meses. Começou usando o absorvente comum, depois o interno, mas os dois tipos a incomodavam. “Sempre achei nojento o contato do sangue com a pele e já tive reação alérgica ao absorvente comum. Mudei para o interno, mas ainda sentia desconforto. Pesquisei sobre outro meio e descobri o coletor”, explicou Iara. Além disso, para ela, o “copinho de silicone” é mais confortável, sustentável e econômico.

Problema recorrente

A empresária Cristiane Rodrigues de Moura, dona de duas lojas de roupas, explica que flagrou uma funcionária, que estava grávida, usando um atestado médico falso. “Soubemos que ela retirou o bloco com os atestados de um consultório. Após o flagra, ela se demitiu”, contou Cristiane. Lourdes Maia, proprietário de uma boutique feminina, também convive com o drama da falsificação de atestados. “Demitimos por justa causa duas funcionárias e agora estamos mais atentos para o problema”, concluiu Maia.

Responsável por uma rede de dez lojas de chocolate, Júlio César Alonso diz que usa os serviços de uma empresa especializada para investigar a origem dos atestados. “Assim, conseguimos reduzir a incidência de atestados médicos falsos que causam prejuízos à economia”, concluiu Júlio César.

Fonte: Jornal de Brasília


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