Publicado por Redação em Gestão do RH - 18/02/2026
As 5 competências dos líderes mais disputados

Recalibração. Esse é o cenário pelo qual passa a liderança hoje. A desaceleração econômica, o avanço da inteligência artificial, a consolidação do trabalho remoto, as tensões geopolíticas e a mudança nas expectativas das novas gerações estão redefinindo não só a forma como as empresas operam mas também o tipo de executivo que o mercado valoriza.
Com base em análises de tendências globais e pesquisas realizadas em parceria com empresas, a Skema Business School mapeou cinco competências que devem definir os líderes mais disputados em 2026. O perfil combina capacidade de decisão, domínio tecnológico e sensibilidade humana. Tudo isso em contextos de alta incerteza.
Segundo Gustavo Hoffmann, diretor da Skema no Brasil, o modelo tradicional de liderança já não dá conta do novo ciclo econômico. “Hoje, o líder precisa decidir com informação incompleta, integrar IA à estratégia e conduzir equipes distribuídas sem perder performance, engajamento e cultura”, afirma. Confira a seguir as cinco competências essenciais para a liderança em 2026, segundo a análise dos estudos.
1. Liderança adaptativa em cenários de incerteza
Volatilidade econômica, mudanças regulatórias e crises globais tornaram a adaptação uma habilidade central. O líder precisa revisar estratégias com frequência, aprender rápido com erros e ajustar rotas em tempo real.
2. Gestão de times remotos, híbridos e multiculturais
Liderar equipes distribuídas exige comunicação clara, empatia cultural e foco em entregas. O controle excessivo perde espaço para relações baseadas em confiança, autonomia e objetivos bem-definidos; fatores decisivos para produtividade e retenção de talentos.
3. Processos decisórios orientados por dados e IA
A IA deixa de ser tendência e passa a ser ferramenta cotidiana de gestão. O líder de 2026 precisa saber interpretar dados, questionar algoritmos e usar a tecnologia como apoio à decisão, sem abrir mão do pensamento crítico e da responsabilidade humana.
4. Inteligência emocional e segurança psicológica
Em ambientes de pressão constante, a capacidade de ouvir, acolher e dar feedbacks consistentes se torna diferencial competitivo. Criar segurança psicológica não é agenda “soft”, é condição para inovação, aprendizado contínuo e performance sustentável.
5. Visão de negócio com propósito e impacto
Resultados seguem sendo fundamentais, mas já não bastam sozinhos. O líder mais valorizado é aquele que conecta estratégia, impacto social e coerência cultural, traduzindo propósito em decisões concretas e alinhadas ao longo prazo.
No fim das contas, a liderança de 2026 deve se guiar mais pela clareza que pelo controle. Terá menos certezas absolutas e maior capacidade de navegar bem em meio ao caos.
Fonte: Você RH







