Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 20/07/2015

Brasileiros têm dificuldades para contratar plano de saúde individual

A Agência Nacional de Saúde suplementar declarou que tem estudado formas de garantir o acesso dos consumidores aos planos individuais.

Pesquisa mostra que só metade dos planos listados no site da Agência Nacional de Saúde Suplementar está disponível, de fato.

Se você é um dos brasileiros que não conseguiu contratar um plano de saúde individual ou familiar, o problema não é com você. É com o mercado. Uma pesquisa mostrou que só metade desses planos listados no site da Agência Nacional de Saúde Suplementar está disponível, de fato.

Lá vai a Carla, mais uma vez, atrás de um plano de saúde. No site da ANS, a Agência Nacional de Saúde Suplementar, ela procura um plano individual. Há 15 dias, a Carla cancelou o antigo plano dela.

“Eu pagava novecentos e poucos reais, ia pra quase 1200 reais”, contou Carla Pereira, jornalista.

Ela só não imaginava que achar outro daria tanto trabalho. Mas na prática...

O Instituto de defesa do Consumidor analisou 169 planos individuais ou familiares com as seguintes características: cobertura completa; abrangência nacional ou estadual; oferecidos pelas dez maiores operadoras de cada estado.

E descobriu que nem todos estão disponíveis no mercado: 35% dos planos não são mais vendidos; 11% têm informações confusas, que dificultam a escolha do consumidor, ou a operadora nem atende; 4% dos planos têm abrangência diferente da informada.

A pesquisa concluiu que só metade dos planos, que a ANS lista no site, é efetivamente vendida pelas operadoras. Há bem menos opções do que a agência informa. E os planos individuais vêm perdendo a vez para os planos coletivos, aqueles que são contratados por empresas ou associações, e que não têm os reajustes regulados pela Agência Nacional de Saúde.

E os poucos planos individuais que restam são caros. A equipe do JN ligou para uma operadora que só oferece uma opção no Rio de Janeiro.

“Seria R$ 1.365,99.”, informou um atendente. 

E tem mais:

Atendente: A senhora ainda tem participação. Toda vez que utiliza, paga.
Jornal Nacional: Além de pagar mais de R$ 1,3 mil por mês eu ainda vou pagar a cada consulta que eu fizer?
Atendente: Isso. R$ 30. Por exemplo, um exame especial paga R$ 60. Uma internação, a senhora paga R$ 500.

Para o IDEC, é preciso mais controle.

“Aqueles dados que estão também no site da ANS, eles não correspondem a realidade. A ANS, verificando que o consumidor não consegue contratar um plano individual, ela tem que tomar medidas adequadas pra aumentar a oferta de planos individuais”, disse Joana Cruz, advogada do IDEC.

A busca de Carla continua. Ela precisa agora é de uma boa dose de sorte.

“Torcendo pra não passar mal”, ri Carla.

A Agência Nacional de Saúde suplementar declarou que tem estudado formas de garantir o acesso dos consumidores aos planos individuais. A ANS questionou a metodologia da pesquisa e afirmou que o número de planos disponíveis é maior do que o divulgado pelo IDEC.

A Agência também pediu que o consumidor denuncie quando não conseguir contratar um plano que está no site, porque isso é uma infração.

A Abramge, que representa parte das operadoras de planos de saúde, declarou que se preocupa com a situação, e que estuda, com a ANS, uma solução para permitir a comercialização plena dos produtos para pessoas físicas.

 

Fonte: Portal G1


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