Publicado por Redação em Gestão do RH - 04/02/2026

Empresas precisam investir em pessoas para obter ganhos com a IA, diz VP da EY

As empresas não obterão ganhos de produtividade com a inteligência artificial a menos que invistam em pessoas de verdade e redesenhem a forma como o trabalho é feito, diz Julie Teigland, vice-presidente global da EY, à Reuters. “Não há retorno sobre o investimento se você não estiver disposto a mudar as descrições dos cargos”, afirmou no Fórum Econômico Mundial, acrescentando que as empresas precisam adaptar seus processos para capturar os benefícios da IA.

Estudos da EY indicam que treinamentos intensivos podem estar ligados a melhorias de produtividade. Cerca de 81 horas de treinamento por funcionário poderiam se traduzir em aproximadamente 14% de aumento semanal de produtividade, se combinadas com o redesenho das funções.

Segundo Teigland, o impacto da IA no trabalho será “multigeracional”, transformando cargos de entrada e tarefas rotineiras de profissionais de escritório, com os funcionários precisando migrar de “executar a tarefa” para “supervisionar a tarefa”, passando a atuar “acima do loop”.

Nova fase da IA

Líderes empresariais estão adotando um tom mais prático em relação à IA do que há um ano, disse Teigland. “Senti que as conversas em Davos estavam definitivamente mais reais à medida que a IA passou do hype para a escala.”

As empresas estão aprendendo que a IA não é algo pronto para usar, e que o retorno sobre o investimento exige redesenho organizacional e capacitação — não apenas a implementação de ferramentas.

A executiva diz que as empresas, de forma geral, já superaram a fase inicial de implementação do Copilot e de familiarização dos funcionários com novas ferramentas, e agora enfrentam o desafio de avançar além de pilotos e provas de conceito. “Ficar preso à execução de pilotos demais pode se tornar uma armadilha mortal.”

Fonte: Forbes Brasil


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