Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 25/11/2015

Multa para quem não comunica rescisão com plano de saúde

Milhares de brasileiros estão deixando de pagar as mensalidades de seus planos de saúde. A inadimplência do setor já atingiu 46,5%. As razões principais são a crise econômica e o desemprego. Esta falta de pagamento, não raro, resulta no rompimento do contrato entre o cliente e a operadora que, por lei, somente pode promover o desligamento após 60 dias consecutivos de inadimplência. "O cliente precisa informar oficialmente o seu desejo de encerrar o contrato. Do contrário, as operadoras podem sim cobrar multas sobre as mensalidades em atraso", alerta a advogada Rosana Chiavassa, especializada em Direito do Consumidor com foco na saúde. "E elas estão sendo implacáveis na cobrança", avisa.

Inconformados com a atitude das operadoras, que é legal, alguns clientes recorreram à Justiça que, neste caso, revela-se dividida. "Há que se considerar a situação econômica do cliente, porém, legalmente, ele tem como dever contatar a operadora de seu plano de saúde para encerrar a relação", revela a advogada. "Não sei onde e nem quando surgiu a idéia de que basta parar de pagar as mensalidades e deixar de usar os serviços para que a relação entre o cliente e a operadora seja finalizada", explica Rosana. "O cliente não pode esquecer que ele assinou um contrato no início de sua relação com a operadora. e para encerrá-lo de forma legal e impedir a cobrança de multas por inadimplência, faz-se necessário que ele comunique oficialmente a operadora", acrescenta.

Rosana revela-se preocupada com a situação, pois a cobrança das mensalidades em atraso, assim como a cobrança de multas, é legal. "Se o cliente não consegue pagar as mensalidades, como então vai ainda pagar estas multas?", pergunta. Para ela, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), as próprias operadoras e os Procons poderiam orientar o cliente como fazer corretamente o distrato. "Desta forma, se evitaria um dispêndio desnecessário por parte do cliente e até mesmo ações judiciais daqueles inconformados com a cobrança das mensalidades em atraso e multas", sugere Rosana.

Fonte: Monitor Mercantil


Posts relacionados

Saúde Empresarial, por Redação

Como caminha a medicina translacional no Brasil

O fisiologista Eduardo Moacyr Krieger, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), coordena uma série de iniciativa em prol da pesquisa integrada para aplicação na saúde pública 

Saúde Empresarial, por Redação

Desenvolvida droga 10 vezes mais potente contra o câncer

Químicos da Universidade de Missouri (EUA) anunciaram a criação de um fármaco contra determinados tipos de câncer que é 10 vezes mais potente do que os melhores remédios disponíveis hoje.

Saúde Empresarial, por Redação

Novos medicamentos para Hepatite C serão incorporados ao SUS

Uma boa notícia para quem é portador da Hepatite C: os novos medicamentos Telaprevir e o Boceprevir serão incorporados no programa de medicamento de alto custo do Sistema Único de Saúde (SUS).

Saúde Empresarial, por Redação

Descoberta molécula que protege contra insuficiência cardíaca

Uma equipe de cientistas brasileiros e norte-americanos desenvolveu uma molécula capaz de estabilizar e até mesmo reverter o processo degenerativo que ocorre na insuficiência cardíaca.

Saúde Empresarial, por Redação

Indústria brasileira da saúde exporta US$ 338 mi

Segundo o diretor da Abimo, José Augusto Queiróz, devido a fortes investimentos em pesquisa, inovação e desenvolvimento, o Brasil vem conseguindo conquistar novos mercados

Deixe seu Comentário:

=