Publicado por Redação em Previdência Corporate - 03/07/2012

Novo plano de previdência garante investimento sustentável

Um novo tipo de plano de previdência garante investimento lucrativo, a partir de empresas com preocupações sociais e ambientais. A intenção é garantir que as pessoas possam acumular renda com a segurança de que as companhias que receberão o dinheiro atendem a padrões de sustentabilidade, se comprometendo com o futuro do planeta.

"A pessoa guarda dinheiro por vinte ou trinta anos e quer também ter um mundo razoável para viver lá na frente", afirma o diretor da Keyassociados, Fernando Lopes, consultoria que ajudou a formatar a Previdência Sustentável. Segundo ele, é o primeiro produto do gênero no Brasil. A expectativa é deter 1% da previdência do País até 2015.

"É um investimento a longo prazo, por tanto o gestor do dinheiro tem de olhar não só para a rentabilidade instantânea, mas também nos impactos da empresa nos próximos anos. Com isso, é possível saber se o dinheiro vai para um frigorífico que desmata ou não", afirma Lopes.

Para entrar para a carteira de investimentos da Previdência Sustentável, as empresas passam por um processo de seleção. O primeiro aspecto analisado é o setor de atuação. Áreas que são consideradas contrárias à sustentabilidade, como as indústrias do cigarro e bélica, estão excluídas. Em seguida, são selecionados setores econômicos nos quais ações no caminho da sustentabilidade são consideradas valores agregados, como o de energia renovável. As empresas dos setores selecionados passam também por uma análise qualitativa e quantitativa com mais de 140 indicadores.

O processo seletivo é feito para assegurar o comprometimento com questões sociais e ambientais, mas também para garantir a rentabilidade do investimento. Segundo Lopes, estudos mostram que empresas comprometidas com a sustentabilidade tendem a ter maior rentabilidade no longo prazo. Um exemplo é o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bovespa que, de 2005 até maio deste ano, apresentou rentabilidade acumulada de 114,60%, contra 70,73% do Ibovespa.

Lopes destaca ainda a transparência como um dos principais pontos positivos desse tipo de investimento. Os participantes receberão relatórios periódicos com informações sobre os resultados socioambientais das atividades realizadas pelas empresas selecionadas. Com isso, ele também acredita ser possível aumentar a pressão por melhorias na gestão das empresas. "Essa integração da sociedade com o investidor é fundamental para mudar a gestão das empresas."

Fonte: Terra


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