Publicado por Redação em Notícias Gerais | 18/11/2015 às 12:11:55


Alunos ocupam Américo, Galeão e Antunes em Santo André


Alunos no Américo entre os portões e o gradil da escola. Foto: Andris Bovo

Alunos no Américo entre os portões e o gradil da escola. Foto: Andris Bovo

Manifestações seguem contra a "reorganização escolar" anunciada pelo governo do Estado

Mais três escolas em Santo André foram ocupadas por alunos que protestam contra a “reorganização escolar” anunciada pelo governo do Estado para entrar em vigor em 2016. A reorganização pretende fechar algumas unidades e mudar o sistema de turnos em outras. As novas ocupações elevaram para seis o número de escolas estaduais tomadas apenas em Santo André.

Uma das escolas é a Professor José Augusto de Azevedo Antunes, no Bairro Casa Branca, que é uma das duas escolas a serem fechadas em Santo André. Os jovens entraram por volta das 7h com barracas, colchões e alimentos. Melkui Arantes, 16 anos, estudante do 2º ano do Ensino Médio, avisou que o grupo vai ficar acampado até que alguma autoridade venha conversar com o grupo e resolver o problema. “Queremos evitar o fechamento dessa escola assim como ocorreu em outras cidades", comentou.

Já na Américo Brasiliense, no Centro de Santo André, uma das mais tradicionais da Região, o protesto é contra a perspectiva de superlotação na unidade que será provocada pelo fechamento das outras unidades. “Somos contra a superlotação, mas também estamos ocupando em apoio a todas as escolas que vão passar pela reorganização e perder seus ciclos, noturnos ou serem fechadas”, destacou Thalia Letícia Brito Nascimento, 16 anos, aluna do 2º ano do Ensino Médio. Diferente do Antunes, os estudantes do Américo não conseguiram entrar na escola.

Nas duas escolas, os alunos entraram, trancaram os portões com corrente e cadeados com a intenção de se protegerem. Mas no Américo a Polícia Militar conseguiu abri-los. Com a chegada da PM, a direção fechou os portões e os jovens estão no jardim, entre a entrada do prédio e o gradil da área externa.

“Os professores, a diretora e a polícia estão lá dentro. Mas nós não conseguimos entrar”, relatou Gabrielli de Andrade, 16 anos, aluna do 2º ano do Ensino Médio. Conforme um servidor que preferiu não se identificar, a direção teria dispensado os alunos e decidido manter a escola fechada nesta terça.

No momento em que a reportagem do ABCD MAIOR esteve na porta do Américo, por volta das 8h45, à direção da escola estava reunida com a Polícia Militar e professores.

GALEÃO

Na João Galeão Carvalhal, na Vila Bastos, os alunos entraram normalmente para a aula, na manhã desta terça-feira (17/11) e decidiram iniciar o protesto contra o fechamento do ensino médio durante o intervalo, por volta das 10h da manhã. Cerca de 300 estudantes trancaram a escola e se reuniram no pátio. A água foi cortada e a cozinha, fechada. Os alunos também pretendem permanecer na escola e passar a noite.

“Vamos organizar turnos e quem for saindo, traz colchões e alimentos para os que forem ficando”, esclareceu Guilherme Tucci, 17 anos, aluno do 2º ano do Ensino Médio. Os alunos espalharam várias faixas e cartazes pelo pátio da escola. “Metade dos alunos passaram a vida escolar aqui dentro e não querem ir para outra, por isso vamos ficar acampados aqui até que essa situação se resolva”, destacou Guilherme sobre o fim do Ensino Médio no Galeão.

Durante a entrevista com os alunos, a repórter Claudia Mayara foi convidada pelos mesmos a entrar no jardim da escola para que a conversa não fosse gritada, como vinha sendo realizada até aquele momento. Quando a jornalista entrou, pouco tempo depois, funcionários da escola pediram que a mesma se retirasse. Diante da retirada da repórter, os alunos começaram a gritar e pular os muros para ter acesso à jornalista.

Quando Mayara chegou novamente à calçada da escola e voltou a falar com os estudantes, um PM abordou a jornalista e tentou impedir a reportagem sob a alegação de que a presença da jornalista estava "* incitando os alunos a pularem o muro do colégio, e por não se tratar de ocupação não poderia escrever sobre aquilo*". A repórter foi inclusive ameaçada de prisão. Diante da abordagem policial, o restante da entrevista foi realizado com os alunos via telefone.

Fonte: ABCD Maior


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