Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 23/08/2011

Encontrar alternativas sustentáveis para o desenvolvimento da gestão assistencial e gerenciamento de doenças tem sido uma realidade cada vez mais constante no setor de saúde suplementar. Segundo a líder da prática de gestão estratégica de saúde da Marsh Gestão de Benefícios, Ana Cláudia Assis Pinto, um dos problemas recorrentes na administração assistencial é a falta de dados disponíveis.
 
“Muitas vezes as informações são fragmentadas e dispostas com uma lógica financeira, que não é voltada para se fazer a gestão da saúde”.
 
De acordo com Ana Cláudia, na maioria das vezes, as informações são tratadas de forma desordenada, fazendo com que dados como tipo de patologia, prestador, especialidade ou região fiquem confusos.
 
Além disso, muitas vezes, as informações não estão alinhadas com os dados obtidos nas áreas da saúde ocupacional. “Diante dessa realidade, perde-se a oportunidade de fazer uma gestão integrada”.
 
Em sua explanação realizada no 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog, realizados em São Paulo, nos dias 18 e 19 de agosto, com o tema principal “Tecnologia na Saúde Suplementar – Instrumento para Desenvolvimento Sustentável”, Ana Cláudia explicou que os recursos existentes contribuem para as melhorias no segmento, no entanto, o comprometimento com os parâmetros ainda dificulta que as informações sejam armazenadas de forma correta. “Fazendo uso de ferramentas leves, já é possível constatar diferenças nos processos”. Uma forma de utilizar de forma correta as soluções existentes em TI para realizar a gestão assistencial é, por exemplo, ver como se comportam as carteiras financeiramente equilibradas.
 
Isso porque, segundo Ana Cláudia a criação de parâmetros permite que seja feito o cruzamento de várias fontes de informações. Além de contribuir para a realização da gestão da doença, a tecnologia da informação permite que se tenha um controle maior da administração de custos.
 
“Ela ajuda a entender claramente onde estão os pontos de maior custo e onde eles se elevaram”. A líder da prática de gestão estratégica de saúde da Marsh Gestão de Benefícios conta que em uma experiência realizada pela empresa onde as internações eram categorizadas como custos foi possível perceber que acompanhar 30% das internações correspondia a 50% dos custos.“Esse conhecimento foi possível devido ao conhecimento dos dados e disciplina na realização de parâmetros estipulados”.
 
 Ainda que contribua para a facilitação da rotina e obtenção de dados importante, a palestrante enaltece que não é só a tecnologia da informação é preciso caminhar dentro de mudanças, pessoas e mudanças de comportamento para que as coisas aconteçam. “É preciso que os profissionais se adéquem dentro da cadeia de prestação da saúde”.
 
Fonte: www.saudeweb.com.br | 23.08.11

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