Publicado por Redação em Vida em Grupo - 10/12/2014

Brasil, o motor de crescimento do seguro na América Latina


O Brasil foi o motor do negócio segurador na região da América Lati­na. O mercado segurador deste país é, desde 2004, o de maior volume de prêmios da região, e seus lucros, por prêmios, se multiplicaram seis vezes mais na última década, superando os 10.000 milhões de dólares em 2003, para 67.338 milhões de dólares em 2013.

Assim se reflete o estudo “Evolução do mercado segurador latino americano 2003-2013”, realizado pela FUNDACIÓN MAPFRE, que analisa os dados estatísticos agregados de 18 mercados seguradores da região nos últimos dez anos e os fatores que influenciaram sua evolução.

Do relatório, apresentado hoje, vale destacar que o seguro de vida foi o principal impulsionador do setor no Brasil neste período, cujo crescimento real sempre foi muito superior ao da economia. Inclusive, quando em 2009 o país sofria as consequências da crise financeira in­ternacional, este ramo registrou alta de 18,8%.

Na evolução do seguro bra­sileiro, nos últimos dez anos, o Vida Gerador de Be­nefícios Livres (VGBL) teve significativa influência. Trata-se de um produto de previdência privada complementar, que começou a ser comercializado em 2002, principalmente por meio do canal bancário, e que foi o principal impulsionador do crescimento do setor segurador, de um modo geral, e do ramo de Vida, particularmente, devido, em grande parte, a alguns in­centivos fiscais que atraem recursos procedentes de fundos de investimento e de pensão.

Após vários anos de extraordinários crescimentos, em 2013 o seguro VGBL alcançou a cifra de 62.230 milhões de reais (28.870 milhões de dólares), apresentando aumento nos lucros de 4,5%, em moeda local. Este importante desenvolvimento fez com que este produto passasse a acumular share de 23% em 2003 para 43% em 2013.

Um item que deve ser considerado ao analisar a excelente evolução do Seguro de Vida no Brasil: é o importante papel da oferta combinada de produtos bancários e seguros na distribuição deste produto. Um dado revelador é que os primeiros grupos do ranking de Vida do país são companhias se­guradoras vinculadas a bancos ou companhias seguradoras que têm acordos com bancos. Também é importante o peso destes grupos brasileiros no Seguro de Vida na América Latina, os três primeiros lugares do ranking de Vida da região.

Com relação aos ramos Não Vida, seu comportamento foi mais desigual. Exceto o exercício de 2009, que registrou uma queda de 1,5%, este segmento manteve uma tendência constante de crescimento real, alcançando taxas que nem sempre superaram o aumento do PIB. Os fatores que influenciaram esta evolução positiva foram: o aumento das vendas de veículos novos, que propiciou o desenvolvimento do Seguro de Autos, apesar da forte concorrência nas tarifas; a expansão dos seguros de garantia entendida, vinculados à venda de aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos; e ao aumento do investimento em infraestrutura, devido aos grandes projetos iniciados (Mundial 2014, Jogos Olímpicos 2016 e exploração do pré-sal) que favoreceu o crescimento dos ramos de Patrimo­niais, Caução e Responsabilidade Civil, entre outros.

O mercado segurador da América Latina registrou um comportamento muito positivo nos últimos dez anos, com um aumento nominal dos prêmios emitidos de 358% durante o período. O crescimento se manteve positivo durante todo o período, inclusive em 2009, quando a crise econômica internacional afetou seriamente as economias latino-americanas, e em oito dos dez anos analisados, conseguiu taxas de dois dígitos.

Este favorável desempenho deveu-se, principalmente, à boa situação econômica que a região atravessou nos últimos 10 anos, com aumentos no nível de empregos e na venda de bens e de automóveis, bem como, a positiva evolução da economia e à maior demanda de créditos de consumo e hipotecas, que influenciaram favoravelmente nos crescimentos do ramo de Vida.

Segundo o relatório, o potencial de crescimento do setor segurador se mantém independente da desaceleração econômica registrada atualmente por alguns países. As perspectivas para os próximos anos são otimistas, já que a região, no conjunto, continua tendo uma enorme projeção de desenvolvimento, e, além disso, o mercado segurador tem experimentado aumentos superiores ao PIB, conforme crescentes camadas da população melhoram seu nível aquisitivo e têm acesso a produtos e serviços antes não utilizados, como os oferecidos pelo mercado segurador.

Os países que mais aumentaram o volume de prêmios neste período foram, além do Brasil, que ocupa o primeiro lugar, a Venezuela e a Argentina.

Fonte: portogente.com.br


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