Publicado por Redação em Vida em Grupo - 16/08/2013

Empresas preferem os produtivos, e não os workaholics, dizem analistas

O pesquisador americano Jeffrey Pfeffer, especialista em teoria da gestão e autor do livro "Poder - Por Que Alguns Têm" (Ed. Best Business), disse em recente visita ao Brasil que as empresas amam os workaholics -pessoas que têm necessidade compulsiva de trabalhar.
 
Mas, de acordo com Luis Granato, gerente da Michael Page, empresa de recrutamento de executivos para média e alta gerência, as companhias não estão dispostas a encarar o vício em trabalho como um comportamento aceitável.
 
"Empresas gostam de pessoas que entregam resultados, e o fato de ser um workaholic não significa que o profissional seja mais produtivo. Muitas vezes, vemos pessoas que não conseguem ter organização no seu dia a dia e acabam trabalhando mais tempo para entregar o mesmo resultado."
 
"Se o workaholic é o profissional que vive para o trabalho, que entrega mais do que os outros, pode ser bem-visto pela empresa". É o que afirma André Caldeira, diretor da Proposito, empresa de executive search, consultoria e treinamento.
 
"Se é o hiperativo, estressado, aquele tipo que torna o ambiente tóxico por seu desequilíbrio, que constrange os colegas por trabalhar demais e ter vida pessoal de menos, logicamente não será bem-visto."
 
Sem tempo para ver coisas novas
A falta de atualização também é um fator que pode comprometer esse tipo de profissional no ambiente de trabalho. "Podemos dizer que o workaholic tem um risco de não se reciclar e não ver coisas e assuntos novos por falta de tempo", diz Granato.
 
Sem falar que a empresa, segundo o executivo, sempre vai temer pela saúde do funcionário. "O profissional que só trabalha e não consegue um tempo livre para fazer um exercício ou pensar em alguma outra coisa. Sem dúvida nenhuma está mais vulnerável a um mal causado por estresse", afirma.
 
Trabalhar demais não significa ser viciado
O fato de trabalhar muito não é necessariamente um problema, mas a situação pode se agravar quando a pessoa esquece que tem outras responsabilidades além do trabalho.
 
"Quando trabalhar é o único foco da vida e o profissional não se dá conta de que há um mundo fora do escritório, há algo de errado", afirma Fátima Rossetto, diretora de Talent Development da DBM –consultoria especializada em gestão de pessoal.
 
Para Caldeira, os workaholics são consequência de um mercado mais competitivo, mobilidade do trabalho (uso de smartphones, tablets, notebooks), meritocracia desequilibrada e medo de perder sua posição no trabalho.
 
"Acredito que é possível trabalhar muito sem deixar a vida pessoal de lado. Mas é um processo que exige dois elementos-chave: autoconhecimento e disciplina", afirma Caldeira.
 
Fonte: Uol

Posts relacionados

Vida em Grupo, por Redação

Os cuidados antes de resgatar a Previdência

Há pouco mais de um ano fiz um plano de previdência num banco, e agora quero fazer o resgate. Porém, como estou devendo no banco, não gostaria de fazer o resgate pela conta. Mas a gerente do banco disse que não tem outro jeito. Gostaria de saber se realmente só posso resgatar o dinheiro dessa forma.

Vida em Grupo, por Redação

Setor de seguros fatura R$ 45 bi no primeiro semestre de 2012

Levantamento feito pelo Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo (Sincor-SP) confirma o momento relativamente favorável do mercado segurador brasileiro, diante das circunstâncias da economia mundial.

Vida em Grupo, por Redação

Mercado de resseguro cresce 219% no primeiro semestre

Apresentando lucro líquido de R$ 108 milhões, o mercado de resseguros interno encerrou o primeiro semestre com crescimento de 219%, em comparação com o mesmo período de 2011, quando se registrou R$ 34,1 milhões de lucro líquido

Deixe seu Comentário:

=