Publicado por Redação em Dental - 03/07/2012

Confira 5 dicas práticas para evitar o mau hálito

Quem nunca passou pela situação constrangedora de constatar o mau hálito de uma pessoa no meio de uma conversa? A partir daí acaba a concentração e o jeito é encerrar o assunto, oferecer uma bala ou solucionar o problema de vez contando para ela que seu hálito não está exatamente fresco.

O melhor é que a Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas dos Odores da Boca, em Salvador, na Bahia, te poupa deste constrangimento. Basta “denunciar” o portador de halitose no site da entidade (www.halitose.com.br ou www.asbob.com.br) que os profissionais de lá se encarregam de informá-lo sobre o problema, com garantia de sigilo absoluto.

“Temos relatos de inúmeras pessoas que conviveram anos com o problema, sendo descriminados, inclusive, e não tiveram tratamento, pois desconheciam o fato de serem portadores de mau hálito”, diz Ana Kolbe, presidente da Associação. Isso acontece porque o Bulbo Olfativo, órgão que fica no Sistema Nervoso Central responsável por receber as informações do olfato, fica em estado de fadiga quando o odor é constante. Assim, o portador de halitose não sente o mau cheiro.

Causa
Segundo Ana Kolbe, 40% da população brasileira é portadora de halitose crônica e 100% de halitose esporádica. E as causas são diversas: estresse, mudança de hábitos alimentares, higiene oral incorreta, ingestão inadequada de água, e por aí vai. O que muitos não sabem é que o mau hálito não está ligado a problemas do estômago. “Temos três válvulas na região do esfíncter gástrico que impedem o retorno dos alimentos e dos gases do estômago de subirem para a boca”, explica Ana.

Uma das grandes vilãs da halitose é a saburra lingual - uma massa esbranquiçada, formada por células mortas, restos de alimentos e bactérias, que se acumula na língua. É aí que ocorre a eliminação de um gás a base de enxofre que causa o mau hálito.

Tome água e relaxe
A solução para a halitose está nas mãos do dentista em 80% dos casos, quando a causa está ligada à higiene oral deficiente e problemas dentários como gengivite e periodontite. Por outro lado, sempre é possível prevenir o problema e a boa notícia é que isso pode ser feito tomando bastante água e fazendo exercícios físicos para se livrar do stress.

A pouca ingestão de água faz com que as glândulas salivares não produzam a saliva adequada - líquido responsável pela limpeza da cavidade bucal. É aí que se desenvolve uma doença chamada xerostomia ou hipossalivação - a saliva fica viscosa e permite o maior acúmulo da saburra lingual.

Da mesma forma, o estresse libera hormônios do tipo adrenalina e cortisol que inibem o funcionamento das glândulas salivares e aumenta a saburra lingual. Assim, um meio de evitar o mau cheiro na boca é praticar exercícios físicos para baixar o nível de estresse. “Indicamos que os pacientes portadores de halitose pratiquem ioga, natação, Pilates, pelo menos, três vezes por semana”, recomenda Ana.

Um ponto de atenção é válido para o uso de enxaguatórios bucais que contem álcool, já que causam ressecamento e descamação da mucosa, o que também aumenta a saburra lingual.

Dicas
O professor José Eduardo de Oliveira Lima, odontopediatra da TopDent, dá cinco dicas práticas para evitar o mau hálito

1. Realize uma boa higiene bucal diariamente não se esquecendo de utilizar o fio dental;
2. Higienize o dorso da língua com a escova ou raspadores de língua;
3. Evite a ingestão de álcool e o fumo;
4. Não ingira alimentos condimentados frequentemente e faça refeições várias vezes ao dia evitando o jejum prolongado;
5. Invista numa odontologia de acompanhamento mantendo a saúde bucal em dia.

“Se o mau hálito persistir, procure um especialista para o diagnóstico deste distúrbio”, indica José Eduardo.

Fonte: Terra


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