Publicado por Redação em Vida em Grupo - 31/01/2012

Demanda crescente faz surgir alternativas para a expansão do seguro de pessoas

Um dos ramos mais beneficiados pela estabilidade econômica é o de pessoas, que engloba os seguros de vida (em grupo e individual), prestamista, viagem e educacional. No ano passado, até o primeiro semestre, o ramo havia superado a marca de 24% de crescimento. Para este ano, espera-se uma alavancagem do ramo estimulada por novas coberturas, novos produtos e também pelo microsseguro. Isso sem contar uma série de projetos de lei que preveem a obrigatoriedade do seguro de vida para diversas categorias profissionais.

Em se tratando de novas coberturas, o seguro de vida está cada vez mais atrativo ao consumidor. Algumas empresas, como Liberty e RSA Seguros, incrementaram a oferta do seguro, agregando cobertura adicional para doenças graves. Além das despesas médicas, o produto cobre doenças como câncer, enfarte e AVC. Recentemente, a Zurich Seguros lançou o seguro de automóvel com cobertura para doenças graves. “Queremos ajudar nossos clientes em momentos de eventuais dificuldades”, disse Marcus Vinicius Martins, CEO de Auto e Seguros Gerais.
 
Outra grande promessa de expansão do ramo de pessoas está no microsseguro, cujo potencial estimado de segurados é da ordem de 100 milhões de pessoas. A novidade nessa área é a chegada ao mercado do primeiro produto de microsseguro, depois da regulamentação. Lançado pela Mongeral Aegon, o produto é um seguro de vida que agrega auxílio alimentação e auxílio funeral, com sorteios mensais de prêmios em dinheiro, pelo custo mensal de R$ 9,90 e cobertura de um salário mínimo por mês durante um ano.
 
Criatividade
 
O presidente do CVG-SP, Osmar Bertacini, considera bem-vindas todas as iniciativas que possam estimular a expansão do ramo pessoais. “O mercado de seguros percebeu o aumento da demanda por seguros de pessoas e está ficando mais criativo, acoplando cada vez mais benefícios aos seguros”, disse. Ele também aposta na alavancagem do ramo por meio do microsseguro. “A vida é o bem mais precioso a ser protegido e o microsseguro pode ajudar a formar essa consciência na população”, disse.
 
Mas, segundo Bertacini, não é apenas entre as classes ascendentes que o seguro de pessoas tem potencial para crescer. Ele destaca que entre as faixas mais favorecidas da população existe bastante campo a ser explorado, especialmente após a recente permissão para a contratação no país de seguros de vida com capital de até R$ 10 milhões. “Antes, quem desejasse um seguro nesse valor teria de contratá-lo fora do país. Sem dúvida, é um grande avanço”, afirmou.
 
Seguros obrigatórios
 
Outra possibilidade de crescimento do seguro de pessoas está nos projetos de lei que obrigam a contratação de seguro de vida para diversas categorias profissionais. Entre esses, destacam-se os seguros de vida para jornalistas (Projeto de Lei 239/11), para policiais (nove, ao todo, sendo o mais recente o de número 1.453/11), para jogadores de futebol (Projeto de Lei 531/11), para motoboys (Projeto de Lei 266/11) e para todos os empregados de empresas com CNPJ (Projeto de Lei 3.003/11).
 
O presidente do CVG-SP aponta que já existem diversas categorias profissionais cuja convenção coletiva de trabalho obriga a contratação de seguro de vida. Embora possa funcionar como um estímulo ao crescimento do ramo de pessoas, Bertacini manifesta sua preocupação quanto à imposição do seguro e seu eventual desvirtuamento. “Depois da obrigatoriedade, o seguro de acidentes do trabalho deixou de ser operado pelo setor de seguros, já o DPVAT perdeu a exclusividade do corretor. Por isso, ainda defendo que o seguro deva ser facultativo”, disse.
 
Fonte:www.segs.com.br|31.01.12

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