Publicado por Redação em Previdência Corporate - 09/10/2012

Demanda por planos de previdência sobe no Amazonas

Em oito meses, Caixa captou R$ 15 milhões em títulos no Amazonas.

O montante captado na Caixa Econômica Federal com os planos de previdência privada no Amazonas cresceu 27,3% nesse ano em relação ao ano passado. O valor acumulado saltou de R$ 11,8 milhões de janeiro a agosto de 2011 para R$ 15 milhões no mesmo período deste ano. No Estado, os homens correspondem à maior fatia do total de investidores, 52,7%.

A adesão pela previdência privada está cada vez mais comum por servir como recurso complementar na aposentadoria, de acordo com o economista Martinho Azevedo. “As pessoas estão mais sensibilizadas a optar por essa modalidade de investimento em longo prazo e complementar a previdência oficial”, disse.

Segundo o especialista, o principal diferencial da previdência privada em relação à poupança são as regras em relação ao saque.

“Na poupança é possível sacar sempre que quiser, em determinados planos da privada, o saque é possível, mas não se tem 100% de liberdade”, disse. Além de ter segurança jurídica, a operação é mais vantajosa para quem quer guardar o máximo de recurso para usar em longo prazo.

“O objetivo é manter um volume de recursos aplicados de forma constante para que sejam suficientes no momento de se aposentar”, comentou.

Considerando os três planos disponibilizados pela Caixa no Amazonas (‘Viver’, ‘Crescer’ e ‘Previnvest’), a taxa de administração do fundo de investimento varia entre 0,5% e 3% ao ano, segundo o gerente regional Carlos Alberto Bonin.

“Os planos não possuem taxa de carregamento na entrada, somente na saída e esta vai reduzindo com o tempo”, explicou. Em relação ao perfil por tipo de tributação, a progressiva lidera a preferência com 83,6%, enquanto que a minoria (16,4%) é adepta da regressiva.

Azevedo explicou que a preferência pela progressiva tem relação com a disponibilidade de mais dinheiro no futuro. “Esse tipo vai exigir maior aplicação de recursos, mas irá possibilitar valores maiores no resgate”, afirmou.

Sobre as taxas cobradas pelas instituições financeiras, o economista explicou que elas são necessárias para sustentar o sistema. “Com esse dinheiro o banco paga as despesas administrativas utilizadas na gestão dos recursos, isso dá segurança de que daqui a 20 anos, o banco pagará os aplicadores”, disse.  

Uma dica na hora de aderir a um dos planos é escolher o mais adequado ao cliente, segundo Carlos Alberto Bonin. “É preciso ir a uma agência e conversar com o gerente para conhecer o melhor produto e modalidade que se adapta ao perfil”, afirmou.

Segundo dados da Caixa, 52,7% das aplicações em previdência privada são realizadas por homens e 47,3% por mulheres. A maior parcela dos investidores possui entre 36 e 45 anos (27,9%) e 26 e 35 anos (24,8%).

Opção

O técnico em edição Adão Torres, 31, mesmo tendo dois empregos fixos, se mostra preocupado com o futuro e não descarta a possibilidade de aderir a um plano de previdência privada.

“Já li bastante sobre esse tipo de investimento e pelo que vejo realmente compensa, só estou meio sem tempo de ir ao banco para fazer a contratação até porque tenho quatro contas em bancos diferentes e preciso ver isso com calma. Minha intenção é começar a pagar cedo para ver se consigo resgatar com uns 45 anos, quando pretendo jogar a toalha”, disse Adão.

Fonte: www.d24am.com|09.10.12


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