Publicado por Redação em Notícias Gerais - 01/09/2016

Desemprego sobe a 11,6% e atinge 11,8 milhões de trabalhadores, aponta IBGE

Carteira de trabalho

O desemprego no país atingiu, em média, 11,6% no trimestre de maio a julho. Essa é a maior taxa já registrada pela pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que começou a ser feita em 2012.

No período, o número de desempregados no Brasil subiu para 11,8 milhões de pessoas, que também é o maior já registrado pela pesquisa.

São 436 mil desempregados a mais do que no trimestre anterior (de fevereiro a abril), crescimento de 3,8%. Em um ano, são 3,2 milhões de pessoas a mais sem emprego, um aumento de 37,4%.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (30) e fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, do IBGE.  A pesquisa não usa só os trimestres tradicionais, mas períodos móveis (como fevereiro, março e abril; março, abril e maio etc.). 

Comparação com resultados anteriores

No trimestre de maio a julho de 2016, a taxa de desemprego foi de 11,6%:

  • no trimestre de fevereiro a abril, havia sido de 11,2%;
  • no trimestre de abril a junho, havia sido de 11,3%
  • um ano antes (maio a julho de 2015), havia sido de 8,6%.

O número de desempregados chegou a 11,8 milhões:

  • no trimestre de fevereiro a abril, havia sido de 11,4 milhões
  • no trimestre de abril a junho, havia sido de 11,6 milhões
  • um ano antes (maio a julho de 2015), havia sido de 8,6 milhões.

Número de trabalhadores

O número de pessoas com trabalho ficou em 90,5 milhões no trimestre até julho, resultado considerado estável pelo IBGE em comparação com o trimestre anterior (90,6 milhões).

Em um ano, o total de trabalhadores caiu 1,8%, o que equivale a 1,7 milhão de pessoas.

Rendimento cai 3% em um ano

O rendimento real (ajustado pela inflação) do trabalhador caiu e ficou em R$ 1.985 no trimestre terminado em julho deste ano.

Na comparação com o trimestre anterior (R$ 1.997), o rendimento teve queda de 0,6%. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado (R$ 2.048), caiu 3%.

Diminui número de carteiras

O número de empregados com carteira assinada ficou em 34,3 milhões, enquanto no trimestre de fevereiro a abril havia sido de 34,5 milhões.

Em um ano, a queda foi de 3,9%, o que representa uma perda de cerca de 1,4 milhão de carteiras.

Metodologia da pesquisa

Os dados fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua. São pesquisadas 211.344 casas em cerca de 3.500 municípios.

O IBGE considera desempregado quem não tem trabalho e procurou algum nos 30 dias anteriores à semana em que os dados foram coletados. 

Fonte: Uol


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Black Friday: vendas no Brasil mais que dobram para R$ 217 mi

O comércio eletrônico brasileiro faturou mais do que o esperado com a terceira edição da "Black Friday" no Brasil, montante recorde para um único dia de vendas,

Notícias Gerais, por Redação

Maioria das micro empresas faz coleta seletiva e economiza recursos, diz pesquisa

Donos de micro e pequenas empresas no Brasil estão atentos a ações ligadas à preservação do meio ambiente. O comportamento inclui coleta seletiva de lixo (70,2%), controle de consumo de papel (72,4%), de água (80,6%), de energia (81,7%)

Notícias Gerais, por Redação

Bolsa da Ásia sobem com menos temores em relação à Europa

As Bolsas de Valores asiáticas fecharam em alta nesta sexta-feira, atingindo novas máximas em dois meses, com boas vendas de títulos na zona do euro e sinais de proximidade de um acordo de swap de dívida na Grécia aliviando preocupações sobre a capacidade de refinanciamento da Europa e impulsionando o apetite por ativos de maior risco.

Notícias Gerais, por Redação

Reservas em dólar ficam abaixo de US$ 350 bilhões

As reservas internacionais do Brasil, um dos principais seguros do país contra crises externas, recuaram em setembro e estão abaixo de US$ 350 bilhões pela primeira vez desde o início de agosto.

Notícias Gerais, por Redação

Ministro defende mais dias letivos nas escolas

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira que prefere ampliar o número de dias letivos nas escolas em vez de ampliar o número de horas/aula.

Deixe seu Comentário:

=