Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 17/02/2011
Dieta rica em fibras aumenta expectativa de vida, diz estudo
DA ASSOCIATED PRESS
Uma dieta rica em fibras pode significar o aumento da expectativa de vida. Essa é a conclusão do maior estudo já realizado sobre o tema que encontrou uma ligação entre consumo de fibras e menor risco de morte, não apenas causadas por doenças cardíacas, mas também por problemas infecciosos e respiratórios.
O estudo do governo também liga a dieta a um menor risco de morte por câncer em homens, mas não em mulheres, possivelmente porque eles são mais propensos a morrer de câncer relacionado a alimentação, como câncer de esôfago. Ainda descobriu que a dieta mais benéfica é a rica em fibras dos grãos.
A maioria dos americanos não está se alimentando de uma quantidade suficiente de fibras. O americano médio come apenas cerca de 15 gramas por dia, muito menos do que a atual recomendação diária, de 25 gramas para mulheres e 38 gramas para homens, ou 14 gramas por mil calorias. Por exemplo, uma fatia de pão integral contém 2 a 4 gramas de fibra.
No novo estudo, as pessoas que conheciam as orientações tinham menos chance de morrer durante o período de acompanhamento de nove anos.
Os homens e mulheres que comeram mais fibras tinham 22% menos probabilidade de morrer por qualquer causa em comparação aos que comiam menos, disse o autor do estudo, Yikyung Park, do Instituto Nacional do Câncer.
A pesquisa, publicada segunda-feira (14) no "Archives of Internal Medicine", analisou mais de 388.000 adultos, com idade de 50 a 71 anos, que participaram de um estudo de dieta e saúde realizado por Institutos Nacionais de Saúde.
Entre 1995 e 1996, eles preencheram um questionário sobre os seus hábitos alimentares, que pedia uma estimativa da frequência com que comiam 124 itens. Após nove anos, mais de 31.000 participantes haviam morrido. Registros nacionais foram usados para descobrir quem morreu e qual era a causa da morte.
Os pesquisadores levaram em conta outros fatores de risco, incluindo peso, nível de escolaridade, tabagismo e estado de saúde, e ainda assim identificou menores riscos de morte em pessoas que comeram mais fibras.
Fonte: www1.folha.uol.com.br | 16.02.11
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