Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 30/05/2011

Ingerir álcool com moderação faz bem à saúde

Não é mito. Existem bebidas alcoólicas que fazem bem ao coração, como é o caso do vinho tinto. Diversas pesquisas já comprovaram isso. Uma delas, feita pela Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, mostrou que o polifenol resveratrol, substância encontrada nas cascas e sementes de uvas, é capaz de frear mudanças no funcionamento do coração que acontecem com a idade.

Segundo a nutricionista Viviane Chaer Borges, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, o vinho contém mais de 200 tipos de polifenóis, que exercem função altamente antioxidante. "O álcool funciona como um solvente extrator dessas substâncias".

Você adora degustar uma boa taça de vinho? Se for mulher, então comemore ainda mais. Uma pesquisa da Universidade de Florença, feita com 798 mulheres entre 18 e 50 anos afirma que o consumo moderado de vinho tinto pode aumentar a libido feminina.

Outros dois estudos realizados pela Universidade de Ulm, na Alemanha, e publicados no American Journal of Clinical Nutrition no início de julho, sugerem que o resveratrol afeta a biologia celular de gordura. O primeiro, realizado in vitro com células de gordura humana, confirma que o resveratrol ativa o gene SIRT1, o mesmo acionado pela restrição calórica, interferindo na maturação das células gordas, no acúmulo de gordura, e bloqueando a secreção de substâncias químicas inflamatórias das células de gordura. O outro estudo mostrou que o resveratrol é capaz de bloquear a conversão de glicose em gordura nas células adiposas.

Mas e a famosa cervejinha? Aquela que os brasileiros adoram tomar no fim do dia durante o happy hour? Pois é, ela também traz alguns benefícios. Um estudo com 16 homens de 20 a 30 anos, que praticavam esporte, mostrou que o grupo que se hidratou com 660 mililitros de cerveja (equivalente a uma garrafa) após a atividade física não apresentou nenhum tipo de problema para repor líquidos em comparação àquele que bebeu água.

E mais: a bebida conta com flavonóides, agentes que combatem os radicais livres e o ácido fólico, que previne o aparecimento de tumores e anemia. Mas como o álcool dificulta a absorção dos elementos, convém não exagerar.

Aliás, exagero é a palavra que não combina com bebida alcoólica. O etanol é depressor do sistema nervoso, o que compromete os reflexos e a respiração. Além disso, quando cai na corrente sanguínea, se torna extremamente tóxico para o corpo. Então, o fígado entra em ação e produz enzimas capazes de metabolizá-lo e convertê-lo em substâncias menos nocivas, como a gordura, que pode ser secretada pela bile. Essa tentativa de evitar uma intoxicação maior deixa o organismo debilitado, exaurido, com suas funções normais comprometidas.

A dose de cerveja máxima para homens é de até três latas; para mulheres, duas no máximo. O corpo feminino produz álcool-desidrogenase, a principal enzima na decomposição do etanol, em menor escala. Por isso, a embriaguez nelas costuma acontecer mais rapidamente.

Fonte: yahoo.minhavida.com.br | 30.05.11


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