Publicado por Redação em Notícias Gerais - 26/09/2014

Instituições financeiras miram nas áreas de seguros e cartões

Durante coletiva de imprensa para divulgação dos resultados, o presidente do Itaú, Roberto Setúbal, afirmou que no momento o foco do banco são os produtos de seguros ligados à atividade bancária: vida, previdência e capitalização. Com isso, o banco se afasta de outros segmentos, como o seguro para veículos, em que é líder em concessões de crédito.

A área de seguros é muito promissora no Brasil e por isso estamos reposicionando a nossa carteira para produtos bancários. Por conta dessa decisão, repassamos para a Porto Seguro grande parte da nossa carteira de veículos, afirmou Roberto Setúbal.

Na área de cartões, o banco teve intensa movimentação no ano passado. Em maio, comprou a emissora de cartões Credicard. Em outubro a credenciadora Redecard foi rebatizada e se tornou apenas Rede. Com a mudança, o Itaú pretende reforçar sua atuação com pequenos e médios clientes além de oferecer opções no pagamento por celulares e tablets. Por último, em novembro, lançou uma nova bandeira de cartões de crédito, a Hiper. O objetivo é crescer na base própria de clientes se utilizando da grande aceitação do cartão por meio da Rede.

No Banco do Brasil, o faturamento com cartões cresceu 22,4% em 12 meses, enquanto as receitas com seguros, 30%. O lucro líquido do banco, impulsionado pela abertura de capital do BB Seguridade, teve alta de 22,3% entre 2012 e o ano passado.

O vice-presidente financeiro do Banco do Brasil, Ivan Monteiro, afirmou que Com a mudança de mix da carteira de crédito (focada em operações de menor risco) estamos buscando entrar com mais força no mercado de cartões e em seguros que já estão apresentando resultados excepcionais, afirmou.

No Santander, cujo lucro líquido recuou 9,7% no ano passado, a receita com a área de seguros avançou 24,5% e a de cartões, 19,6%, na mesma base de comparação. De acordo com o presidente do banco, Jesus Zabalsa, esse crescimento fez parte de uma estratégia do banco diante de menores ganhos com os spreads (diferença dos juros de captação do banco e de repasse ao cliente final). Além disso, o Santander trilhou o mesmo caminho dos demais grandes bancos, que diante de um cenário de aumento da inadimplência em 2011 decidiram apostar em linhas de menor risco.

Com essa tática, as instituições financeiras perdem menos dinheiro com falta de pagamento, mas ganham menos com juros.
A mudança no mix da carteira de crédito, com mais peso em linhas de menor risco de inadimplência, pressionou o spread de crédito do banco que caiu de 12,2% em 2012 para 10,5% no ano passado, afirmou o presidente banco espanhol. No Bradesco, cujo lucro líquido teve alta de 5,3%, o faturamento com cartões teve alta de 15,3% e com a receita com seguros, 12,2%.

Fonte: DCI


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