Publicado por Redação em Notícias Gerais - 14/12/2011

MBA no Brasil atrai estrangeiros

A procura de estrangeiros por cursos de MBA no Brasil aumentou. O modo como o país enfrentou a crise econômica e a intensificação da turbulência nos mercados europeu e norte-americano têm trazido profissionais em busca de aperfeiçoamento.

Quatro grandes escolas de negócios -FGV-Eaesp (escola de administração da Fundação Getulio Vargas), Insper, Instituto Coppead de Administração da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e Trevisan- disseram à Folha ter registrado alta da quantidade de alunos de outros países em seus cursos.

Na FGV-Eaesp, o número de estrangeiros matriculados foi de 151 para 333 -aumento de 120% entre 2008 e 2011.

"O Brasil é conhecido como país de oportunidades de negócio", afirma a professora Julia von Maltzan Pacheco.

A escola oferece dois cursos totalmente em inglês para profissionais de outras nacionalidades. O italiano Francesco Losurdo, 22, administrador de empresas, está matriculado em um deles.

"Meu pai queria que eu estudasse nos Estados Unidos, mas, no 'business', faz mais diferença a experiência em uma economia emergente."

Seu intuito é ficar no Brasil até 2016 e "explorar as oportunidades do mercado".

A relações-internacionais japonesa Yumi Tsunoda, 33, que faz MBA Executivo no Insper, também não marcou passagem de volta. Contratada por uma empresa no Brasil, ela diz que a convivência em sala de aula ensina uma "nova cultura de negócios".

PARCERIAS
De olho em profissionais que têm visto no Brasil chances de impulsionar a carreira, instituições de ensino estrangeiras ampliam as alianças com brasileiras.

"Recebemos cada vez mais propostas de parcerias", conta Silvio Laban, coordenador de MBA do Insper, que tem acordo com cinco instituições dos EUA e de Portugal.

Há escolas que organizam programas próprios, como a Trevisan Escola de Negócios, cuja meta é lançar curso de imersão de 15 dias no Brasil em 2013. "Percebemos que [estrangeiros] querem entender como funcionam os negócios aqui", esclarece Olavo Furtado, coordenador de pós-graduação e MBA.

O Coppead, por sua vez, iniciou em janeiro consórcio com universidades dos EUA, da Itália e da Rússia.

Para os brasileiros, o saldo é mais positivo -em forma de troca de experiências- do que negativo -temor de perder espaço no mercado. Em busca de aprendizado multicultural, Guilherme Scatena, 23, optou por curso com estrangeiros na FGV. "Conviver com eles é o grande atrativo."

Fonte:www1.folha.uol.com.br|14.12.11


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Brasil atingirá marca de R$ 1 trilhão de impostos pagos na quarta-feira

O Brasil atingirá, por volta das 16h30 da próxima quarta-feira (29), a marca de R$ 1 trilhão de impostos federais, estaduais e municipais pagos desde o primeiro dia deste ano, revelam dados do Impostômetro da ACSP (Associação Comercial de São Paulo).

Notícias Gerais, por Redação

Possível queda da Selic mudará rendimento da poupança; entenda

Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) esperam redução de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic. A decisão será anunciada nesta quarta-feira pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

Notícias Gerais, por Redação

Com dólar caro e juro menor, BC reduz previsão para dívida pública

A alta do dólar e a redução da taxa básica de juros, a Selic, foram os principais fatores que levaram ao Banco Central a reduzir a previsão para a dívida pública neste ano.

Notícias Gerais, por Redação

Maioria das Bolsas da Ásia fecha com ganhos, à espera do Fed

Atentos ao desfecho da reunião do Fed (Federal Reserve, banco central americano), os investidores e operadores nos mercados asiáticos esperam mais medidas para apoiar a economia dos Estados Unidos.

Deixe seu Comentário:

=