Publicado por Redação em Dental - 31/10/2016

Pessoas obesas são mais propensas a ter mau hálito

 Hábitos diários como comer depressa e sem mastigar direito os alimentos e manter uma dieta rica em carboidrato, proteína e gordura também são fatores a serem levados em conta quando o assunto é mau hálito e obesidade. Foto: Nagu-Bagoly Arpad / Shutterstock

Essa relação pode ser causada por doenças sistêmicas, doenças bucais, hábitos diários, dieta desequilibrada e uso de medicamentos

Acredite, a obesidade não traz só problemas de pressão e coração, ela também pode aumentar as chances de aparecimento de mau hálito. Essa informação ganhou força depois de um estudo feito pela Universidade de Tel Aviv, em Israel, que identificou uma ligação entre pessoas obesas e a halitose. E parece que os principais culpados são os hábitos diários e as doenças que vêm junto com o sobrepeso.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram durante um período cerca de 88 pessoas de diferentes idades, pesos e alturas que passaram por testes de odor da respiração e questionários sobres suas condições de saúde e seus hábitos diários. O resultado mostrou que quanto mais acima do peso, mais propensa ao mau hálito a pessoa está.

Segundo Ana Elisa da Silva, cirurgiã-dentista e membro da Associação Brasileira de Halitose (ABHA), essa relação pode ser causada por diversos fatores como o aparecimento de doenças sistêmicas, doenças bucais, hábitos diários, dieta desequilibrada, uso de medicamentos, respiração bucal e ronco e até mesmo alterações no metabolismo antes e após cirurgia bariátrica. “O mau hálito em si não é considerado uma doença, mas um sinal de desequilíbrio do organismo”, diz a especialista.

Desequilíbrio do corpo

Todo mundo sabe que às vezes a obesidade traz consigo muitas outras doenças como diabetes e hipertensão. O que muitos não sabem é que podem ser elas as responsáveis pelo aparecimento do cheiro desagradável na boca.

“Algumas doenças sistêmicas como a diabetes contribuem de maneira significativa para produção de compostos metabólicos e gases causadores de halitose. Isso ocorre devido a um acumulo de substâncias a base de enxofre no organismo que são transportadas pelo sangue e são eliminadas via pulmonar, tanto por via bucal como nasal. Esses odores são descritos como cheiro de podre, cheiro de urina ou cheiro de peixe”, diz Ana Elisa.

Remédios “mau cheirosos”

A partir daí uma coisa puxa a outra. A obesidade traz algumas doenças que por sua vez precisam ser controladas/tratadas por remédios. Alguns fármacos também podem colaborar com o aparecimento da halitose.

“Muitas vezes, por ser um fármaco aromático, o cheiro da medicação é eliminado pela saliva e em outros casos a medicação traz como efeito colateral a diminuição da produção de saliva, diminuindo a autolimpeza bucal. Nesse contexto, ocorre um aumento das células epiteliais descamadas da mucosa oral e restos de alimentos sobre a língua, formando o biofilme lingual e favorecendo o aparecimento do mau hálito”, diz a dentista.

Hábitos perigosos e doenças bucais

Mas não são só doenças e remédios que contribuem com o mau hálito na vida de quem tem sobrepeso. Hábitos diários como comer depressa e sem mastigar direito os alimentos e manter uma dieta rica em carboidrato, proteína e gordura também são fatores a serem levados em conta quando o assunto é mau hálito e obesidade.

Em relação às doenças bucais, a obesidade esta diretamente ligada ao aparecimento de periodontite (inflamação nos tecidos de sustentação dos dentes), cárie dental, alterações salivares, xerostomia (sensação de boca seca) e erosão dental em casos de refluxo gastresofágico.

“O sangramento gengival é considerado fonte de nutrientes para bactérias, que liberam gases mau cheirosos como resultado final desse metabolismo. Assim, além da maior predisposição à halitose de origem sistêmica, as pessoas obesas também estão mais propensas à halitose bucal, principalmente se tivermos uma flora bacteriana alterada em quantidade e qualidade”, diz Ana Elisa.

Cuidados redobrados

Por tudo isso que foi citado até agora, pessoas que estão acima do peso precisam dar uma atenção especial à saúde bucal. Para isso, é preciso reduzir e manter sob controle a microbiota bucal, buscando diminuir o volume da placa bacteriana.

“Quando temos ausência de inflamação nos tecidos gengivais o ambiente da cavidade bucal melhora como um todo e fica compatível com saúde. Por isso, esses pacientes devem ser sempre motivados na busca dessa qualidade gengival que será obtida através de escovação e do uso de fio dental e/ou escovas interdentais”, diz a especialista.

Fonte: Terra Saúde Bucal


Posts relacionados

Dental, por Redação

Probiótico em goma de mascar pode ajudar a combater cárie

Chiclete tem como base a espécie Lactobacillus acidophilus, que resiste a várias condições de processamento para combater o Streptococcus mutans, um dos principais causadores da cárie

Dental, por Redação

Sorrir ajuda na hora da conquista

O sorriso pode ser uma arma importantíssima na hora da conquista. Ele cativa, encanta e convida as pessoas a se aproximarem. Uma pesquisa, publicada na revista Social Behavior e Personality, afirma que o sorriso aumenta as chances de paquera.

Dental, por Redação

Lactobacilos vivos combatem doença periodontal

Já imaginou pílulas de bactérias que fazem bem para a saúde? Por mais estranho que pareça, foi nisso que uma indústria farmacêutica sueca investiu quando desenvolveu pastilhas com lactobacillus reuteri Prodentis.

Dental, por Redação

Parceria garante água tratada com flúor para 98% dos paranaenses

A adição de flúor à água tratada no Paraná - programa que atende 98% da população - permitiu a redução de 53% no índice de cárie no Estado.

Dental, por Redação

Dia do Odontólogo na Oncologia do Hospital de Urgência

Prevenção. Foi com esse objetivo que o Centro de Oncologia do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) realizou na manhã desta quinta-feira, 27, ações de higiene bucal em homenagem ao Dia do Odontólogo, celebrado nacionalmente no dia 25 de outubro.

Deixe seu Comentário:

=