Publicado por Redação em Notícias Gerais - 07/06/2013

Poupança capta R$ 18,8 bilhões até maio, novo recorde para o período

Números foram divulgados nesta quinta-feira pelo Banco Central. Captação teve alta de 81% frente a igual período de 2012, informa.

Os depósitos em caderneta de poupança superaram as retiradas em R$ 18,8 bilhões de janeiro a maio deste ano, segundo informações divulgadas na quinta-feira (6) pelo Banco Central.
 
Esse volume representa novo recorde para os cinco primeiros meses de um ano e um crescimento de 81% frente a igual período de 2012 - quando a captação líquida da poupança somou R$ 10,36 bilhões (recorde anterior).
 
Apesar do recorde de captação no acumulado do ano, a captação da poupança em maio não foi a maior da história. No mês passado, os depósitos superaram as retiradas em R$ 5,62 bilhões - valor que ficou abaixo do registrado no mesmo mês de 2012 (R$ 6,26 bilhões).
 
Aplicações, resgates e saldo da poupança
 
Em maio, de acordo com o BC, os depósitos na caderneta de poupança somaram R$ 119,32 bilhões, ao mesmo tempo em que as retiradas de recursos totalizaram R$ 113,69 bilhões. Já o volume dos rendimentos creditados nas contas dos investidores somou R$ 2,29 bilhões no mês passado.
Com o ingresso de recursos em maio deste ano, junto com o rendimento creditado na conta dos poupadores, o volume total de recursos aplicados na caderneta de poupança atingiu R$ 526 bilhões no fim do mês passado. No fechamento de 2012, o estoque de recursos na poupança totalizava R$ 496 bilhões e, em abril, atingiu a marca dos R$ 518 bilhões.
 
Mudança de regras
 
Os números do BC mostram que a caderneta de poupança continua atraindo investimentos mesmo com a mudança do formato de rentabilidade, feita pelo governo em maio do ano passado.
 
A nova regra do governo atrelou o rendimento da poupança à taxa básica de juros da economia definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), para evitar que outras aplicações financeiras de renda fixa perdessem atratividade frente à poupança em função da queda do juro básico.
 
Os recursos depositados a partir de 4 de maio de 2012 rendem o equivalente a 70% da Selic mais Taxa Referencial (atualmente zerada). Esse novo formato de rendimento da poupança foi aplicado, porém, somente quando a taxa básica de juros, definida pelo Banco Central, atingiu 8,5% ao ano – acionando o chamado "gatilho" para a mudança.
 
Com a Selic atualmente em 8% ao ano, a rentabilidade da poupança está em 5,6% ao ano. Pela regra anterior, que vigorava desde 1991, a poupança não podia render menos de 6,17% ao ano, mais TR. Mesmo com a mudança do rendimento da poupança, a modalidade continuou isenta do Imposto de Renda, e os recursos podem ser retirados a qualquer momento.
 
Pequeno investidor
 
Mesmo com rendimento menor, especialistas avaliam que a caderneta de poupança ainda é uma boa opção de investimento para pequenos poupadores, para pessoas que buscam aplicações de curto prazo ou que procuram formar um "fundo de reserva" para emergências – uma vez que não há incidência do Imposto de Renda.
 
Nos fundos de investimento, ou até mesmo no Tesouro Direto, programa do governo de compra de títulos públicos pela internet, há cobrança do IR e, na maior parte dos casos, de taxa de administração. Nos fundos de investimento e no Tesouro Direto, o IR incide com alíquota regressiva, ou seja, quanto mais tempo os recursos ficarem aplicados, menor é o valor da alíquota incidente no resgate.
 
Especialistas observam, entretanto, que os rendimentos da poupança estão perdendo para a inflação. Isso já ocorreu no ano passado e a expectativa é de que aconteça novamente em 2013. A inflação esperada para este ano, pelo mercado financeiro, com base no IPCA, é de 5,8% - acima do rendimento de 5,6% ao ano com a nova taxa de juros (8% ao ano).
 
Embora tenha perdido um pouco de atratividade com a alta recente da taxa de juros, a poupança vai ter um rendimento superior aos dos fundos na "maioria das situações", segundo levantamento feito recentemente pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).
 
Fonte: G1

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