Publicado por Redação em Vida em Grupo - 14/04/2015

Projeto estimula contribuição de patrão em seguro de vida de empregado

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei (PL) 10/15, que altera as regras de seguro de vida com cobertura por sobrevivência para estimular empregadores a participarem do custeio desses planos em favor de empregados e dirigentes. Nesse tipo de seguro, é garantida renda de aposentadoria ao participante após o período de acumulação ou contribuição. Esse projeto teve o regime de urgência aprovado pelo Plenário no mês passado.

A proposta, do deputado Lucas Vergílio (SD-GO), é idêntica ao PL 7052/14 – do ex-deputado Armando Vergílio, pai de Lucas –, que foi arquivado no dia 31 de janeiro pela Mesa Diretora devido ao fim da legislatura 2011-2015.

Pelo texto, a participação do empregador no custeio do seguro terá os mesmos estímulos assegurados às contribuições de pessoas jurídicas aos programas de previdência privada, como determina o Decreto-Lei 2.296/86.

Cota do empregador

A proposta estabelece que a cota do empregador para os seguros de vida com cobertura por sobrevivência não será considerada remuneração para efeitos trabalhistas, previdenciários e de contribuição sindical, nem integrará a base de cálculo para as contribuições do FGTS, como já ocorre com as contribuições para programas de previdência suplementar.

O objetivo, segundo o autor, é permitir a participação dos empregadores sem onerar as respectivas folhas de pagamento das empresas. “O que se deseja é reverter o cenário atual e estimular o empregador a contribuir, total ou parcialmente, para o custeio desses seguros, auxiliando seus empregados e dirigentes a acumular recursos”, explicou.

De acordo com Vergílio, a participação do empregador no custeio dos planos implicaria na redução da base de cálculo para apuração do lucro real e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), na medida em que o valor total dos prêmios por ele pagos será deduzido em valor de, no máximo, 20% do total dos salários dos empregados e da remuneração dos dirigentes da empresa vinculados ao plano.

Redução de gastos

Vergílio argumenta ainda que é preciso criar instrumentos para amenizar os gastos das pessoas com a saúde, sobretudo após os 66 anos, quando, em geral, ocorre mais de 80% desse tipo de despesa. “Um desses instrumentos, sem dúvida, é o seguro de vida, cujo foco está direcionado para a proteção social”, disse o deputado.

O projeto também altera a Lei Orgânica da Seguridade Social (Lei 8.212/91) para deixar claro que os beneficiários dos seguros de vida com cobertura por sobrevivência ficarão isentos do Imposto de Renda na fonte e na declaração de ajuste anual-modelo completo se utilizarem os recursos para pagamento de contraprestação de plano privado de assistência à saúde ou de seguro saúde, devidamente registrado na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Caso contrário, o montante (principal mais rendimentos) das contribuições pagas pelo empregador será considerado como rendimento e, portanto, ficará sujeito à tributação.

 

Tributação

A proposta será analisada de forma conclusiva pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Portal Cenário MT


Posts relacionados

Vida em Grupo, por Redação

Consumidores buscam mais proteção e elevam venda de auxílio funeral

Os números que retratam o desempenho do ramo de pessoas no país, divulgados periodicamente pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) não deixam dúvida quanto ao espetacular crescimento dos produtos de assistência.

Vida em Grupo, por Redação

Sucesso do cliente é tão importante quanto o crescimento do corretor

A palestra “Destacando os pontos de liderança, trabalho em equipe, harmonia, sintonia”, apresentada pelo professor Luis Marins, durante o 28º Encontro dos Corretores de Seguros de São Paulo, em Águas de Lindóia, mostrou a importância do corretor de seguros trabalhar com foco total no cliente.

Vida em Grupo, por Redação

Mercado cresceu 23,6% até novembro

O mercado de seguros, sem contar o ramo saúde, gerou uma receita de prêmios da ordem de R$ 116,1 bilhões de janeiro a novembro do ano passado. Dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgados nesta sexta-feira indicam essa cifra é 23,6% maior que a registrada no mesmo período em 2011.

Vida em Grupo, por Redação

BC quer estimular acesso da população ao microcrédito e à previdência complementar

"As pessoas que querem ingressar no sistema financeiro têm todas as condições. O que a gente precisa é ampliar um pouco esse debate para outros temas que também dizem respeito à inclusão.

Deixe seu Comentário:

=